O Irã rejeitou plano de paz de Donald Trump, alegando falta de garantias e exigências consideradas excessivas. Governo afirma que só encerrará a guerra em seus próprios termos.
O Irã rejeitou o plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para colocar ponto final à guerra no Oriente Médio, iniciada no final de fevereiro. A informação foi dada pela emissora estatal do país, nesta quarta-feira (25).
O país questionou que a capital Teerã não foi atendida em pontos enxergados como cruciais para uma negociação: impedimento de que hajam novos conflitos, pagamento de indenizações e reparações para as regiões atingidas, fim de agressões e assassinatos, entre outros.
“O Irã analisou a proposta e a considera excessiva. Não permitirá que Trump dite o momento do fim da guerra. Teerã continuará se defendendo e encerrará a guerra no momento que escolher, somente se suas próprias condições forem atendidas. A primeira condição para o fim da guerra é o fim dos ataques e assassinatos”, defendeu o governo iraniano.
Guerra no Irã
O documento foi escrito pela Casa Branca e contém 15 pontos visando o fim do conflito. Em seguida, foi entregue pelo Paquistão.
Entre os tópicos citados estão o alívio de sanções sobre Teerã, cooperação nuclear civil, fiscalização da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), limite para o arsenal de mísseis e, principalmente, a abertura do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás mundial, e que vem causando efeitos econômicos em todo o planeta.
Negociações de paz
Na segunda-feira (23), Trump anunciou uma trégua de cinco dias no conflito com o Irã e determinou o adiamento de possíveis ataques contra a infraestrutura energética iraniana.
Apesar de um sinal positivo para o fim da guerra no lado norte-americano, veículos de imprensa ligados ao governo de Teerã negaram qualquer tipo de negociação com Washington, reforçando que não há diálogo em andamento entre as nações.
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