O Ministério Público de São Paulo realizou a Operação Fisco Paralelo para investigar um esquema de corrupção envolvendo fraude no ICMS. A ação cumpre 22 mandados em quatro cidades e apura pagamento de propina e lavagem de dinheiro envolvendo servidores públicos.

Operação Fisco Paralelo - Foto: Divulgação/MPSP
Operação Fisco Paralelo - Foto: Divulgação/MPSP

O Ministério Público de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a Operação Fisco Paralelo, que apura um esquema de corrupção envolvendo a liberação irregular de valores de ICMS, imposto estadual cobrado sobre a circulação de mercadorias e serviços.

Esquema de fraude no ICMS

De acordo com as investigações, o grupo manipulava processos fiscais para viabilizar ressarcimentos indevidos de ICMS-ST e utilização de créditos acumulados de forma irregular.

Ainda segundo o MP, há indícios de pagamento de propina a servidores públicos e práticas de lavagem de dinheiro para ocultar os valores obtidos ilegalmente.

Mandados em quatro cidades

A operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.

O objetivo é desarticular o grupo criminoso e reunir documentos, equipamentos e outros materiais que contribuam para o avanço das investigações.

Alvos incluem servidores públicos

As buscas ocorrem em endereços ligados a servidores que atuam em diferentes unidades da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Entre as regiões citadas estão bairros da capital paulista, como Lapa e Butantã, além de áreas do ABC Paulista e do município de Osasco, incluindo setores ligados à fiscalização.

Força-tarefa na investigação

A operação é conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC) e conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do CyberGaeco, do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) e da Polícia Militar de São Paulo.

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