A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que reconhece o tráfico de africanos escravizados e a escravidão racializada como o maior crime da história da humanidade.

Texto foi aprovado pela Assembleia Geral e marca posicionamento simbólico da ONU. Foto: Ed Jones / AFP.
Texto foi aprovado pela Assembleia Geral e marca posicionamento simbólico da ONU. Foto: Ed Jones / AFP.

A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que reconhece o tráfico de africanos escravizados e a escravidão racializada como o maior crime da história da humanidade.

A decisão foi adotada pela Assembleia Geral nesta quarta-feira (25), com apoio da maioria dos países membros. O texto, apesar de não ter efeito jurídico obrigatório, é considerado um marco simbólico e político.

A resolução destaca que milhões de africanos foram vítimas do comércio transatlântico de escravos ao longo de mais de três séculos. Estima-se que cerca de 12,5 milhões de pessoas tenham sido capturadas, transportadas e submetidas à escravidão nesse período.

O documento também aponta que a escravidão foi um sistema estruturado, sustentado por leis, instituições e interesses econômicos, e não apenas atos isolados de violência.

Debate sobre reparações

Com o reconhecimento, países e organizações defendem o avanço de discussões sobre reparações históricas, incluindo pedidos formais de desculpas, compensações e políticas de reparação.

A votação teve ampla maioria favorável, mas também registrou abstenções e votos contrários, principalmente por questionamentos sobre implicações legais e possíveis interpretações históricas.

A medida reforça o reconhecimento internacional dos impactos duradouros da escravidão, que ainda refletem em desigualdades sociais e econômicas em diferentes partes do mundo.

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