Uma mulher de 26 anos, moradoradora de Araruama, no Rio de Janeiro, denunciou o próprio pai por estupro após ele confessar o crime em mensagens de áudio enviadas pelo celular. A vítima, que estava sob efeito de medicação no momento do ato, conseguiu a confirmação do abuso através das investidas do suspeito. O homem já foi indiciado pela Polícia Civil, mas permanece foragido enquanto a família clama por justiça.
Uma mulher de 26 anos formalizou uma denúncia de violência sexual contra o próprio pai no município de Araruama, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro. O caso, que está sob investigação policial, ganhou novos contornos após a vítima receber mensagens e áudios do suspeito nos quais ele admite o ato pedia novos encontros.
O suspeito foi preso na tarde da última quinta-feira (26), no bairro Rio Comprido, na Zona Central do Rio de Janeiro. O cumprimento do mandado de prisão ocorreu durante operação integrada, que buscou pelo investigado em vários endereços.
Com o ocrime aconteceu
De acordo com o depoimento da vítima, a agressão ocorreu em um momento de vulnerabilidade, após ela ingerir bebidas alcoólicas em conjunto com medicamentos antidepressivos. A jovem relatou que, antes de perder totalmente a consciência, tentou repelir as investidas do agressor.
“Cheguei em casa, lembro de ter tomado um banho e estava só de toalha. Ele veio para cima de mim, querendo me dar um beijo. Eu empurrei ele, falei que era filha dele e que ia deitar, que estava muito tonta, estava passando mal.”, afirmou em entrevista à TV Globo. A vítima relatou ainda que o pai insistiu para que ela continuasse bebendo antes do apagão de memória: “Ele falou pra eu beber mais, disse que tinha mais bebida. Eu empurrei ele de novo. Eu só lembro que estava de toalha. Depois disso, eu não lembro de mais nada”.
No dia seguinte
Em depoimento, a jovem comentou que no dia seguinte buscou auxílio com a mãe, compartilhando a suspeita de que algo ilícito havia acontecido. Na ocasião, a mãe cogitou que as recordações pudessem ser fragmentos confusos causados pela bebida e os remédios tomados.
Durante o período subsequente, a vítima permaneceu trancada em seu quarto na residência onde morava com o suspeito. Segundo o relato, o homem demonstrava insistência em verificar o que ela recordava do dia anterior.
“Ele perguntava se eu lembrava de alguma coisa. Eu falava que não, que só tinha alguns flashes daquele dia”, explicou a vítima.

Print das mensagens que o pai enviou para filha — Foto: Arquivo Pessoal Disponibilizado para imprensa
