Empresária pede R$ 21,5 milhões à Gol após ficar 38 dias presa na Alemanha em 2023 por troca de malas com drogas. Ela afirma que funcionária da empresa participou do esquema, já comprovado pela Polícia Federal.

Empresária ficou presa por 38 dias (Foto: Reprodução)
Empresária ficou presa por 38 dias (Foto: Reprodução)

A empresária goiana Kátyna Baía afirmou nesta semana que está cobrando uma indenização de R$ 21,5 milhões da Gol Linhas Aéreas após ter sido presa injustamente na Alemanha, em 2023. Ela e a companheira, Jeanne Paolini, passaram 38 dias detidas sob acusação de tráfico internacional de drogas após terem as malas trocadas por bagagens com entorpecentes.

Em publicação nas redes sociais, Kátyna relatou os impactos do episódio e responsabilizou a companhia aérea. Segundo ela, a troca das etiquetas ocorreu no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e teria envolvido uma funcionária da empresa.

A empresária afirmou que a situação foi comprovada pela Polícia Federal e que a funcionária envolvida já foi julgada e condenada. Apesar disso, a Gol, segundo Kátyna, nunca buscou um acordo ao longo dos últimos três anos.

Relembre o caso

As duas foram presas em 5 de março de 2023, durante uma escala em Frankfurt, na Alemanha, após autoridades locais encontrarem cocaína nas malas etiquetadas em nome delas. A defesa das brasileiras sustentou desde o início que elas não tinham conhecimento do conteúdo das bagagens.

A libertação ocorreu em 11 de abril do mesmo ano, após o Ministério Público alemão autorizar a soltura com base em provas enviadas pelo Brasil.

Prova de inocência

De acordo com a Polícia Federal, imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para comprovar a inocência das duas.

O material indicou a atuação de uma organização criminosa especializada na troca de etiquetas de bagagens para envio de drogas ao exterior. As investigações apontaram que as malas com entorpecentes foram associadas indevidamente às passageiras.

Indenização milionária

Kátyna afirmou que a indenização solicitada também tem caráter educativo, com o objetivo de pressionar empresas aéreas a reforçarem a segurança no manuseio de bagagens. Ela destacou ainda que outras pessoas já teriam sido vítimas do mesmo tipo de golpe. Procurada, a Gol informou que não irá comentar o caso.

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