A garota de programa Lívia Borges quebrou o silêncio e falou sobre a confusão em que se envolveu com o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR), ocorrida na última quarta-feira (25), no Lago Sul, em Brasília.
A garota de programa Lívia Borges quebrou o silêncio e falou sobre a confusão em que se envolveu com o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR), ocorrida na última quarta-feira (25), no Lago Sul, em Brasília.
Em entrevista ao portal Metrópoles, a jovem descreveu uma sequência de agressões verbais, intimidação e momentos de tensão dentro e fora do carro onde estava com o parlamentar. Segundo ela, o desentendimento começou após uma divergência na negociação do valor do programa.
“Ele já estava embriagado. Eu percebi isso. Dentro do carro, começou a me xingar de ‘puta’, ‘vagabunda’, ‘prostituta’. Ficou totalmente alterado”, relatou.

Garota de programa se pronuncia após barraco com deputado (Foto: Metrópoles)
Ameaças e tensão
A jovem afirmou que, temendo uma agressão, decidiu sair do veículo, mas disse que as ameaças continuaram.
“Eu achei que ele fosse me agredir. Ele estava desequilibrado, cuspindo no meu carro, me xingando a todo momento. Fiquei com medo de verdade”, disse a garota de programa.
Lívia contou ainda que procurou ajuda no local e tentou acionar pessoas próximas ao deputado. “Eu fui chamar a assessora e falei que ia virar caso de polícia. Ele não queria sair do meu carro e estava agressivo.”
Confusão com assessora
Segundo o relato, a situação se agravou com a chegada da assessora do parlamentar.
“Ela veio para cima de mim me xingando também. Falou para eu ‘pegar minha buceta e ir embora’, usou palavras de baixo nível. Foi tudo muito humilhante.”
A acompanhante também afirmou que houve incentivo para agressão física. “Teve um momento em que ele disse que não podia me bater, mas que ela poderia. ‘De mulher para mulher’, foi isso que ele falou.”
Agressão e registro do caso
O episódio também teria incluído agressão com bebida. “Ele jogou o que parecia ser chope em mim. Pegou no meu rosto, no cabelo. Foi uma forma de me intimidar.”
Após a confusão, Lívia procurou uma delegacia e registrou a ocorrência. “Eu fiz o que era certo. Me senti coagida, intimidada. Foi agressão, sim. Foi um ódio gratuito.”
Desde então, ela afirma enfrentar abalo emocional. “Eu tive crise de ansiedade. Estou com medo. Não estou saindo de casa. Está sendo muito difícil lidar com tudo isso.”
O caso foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul. A Polícia Militar foi acionada, e a investigação segue em andamento.
