A primeira-dama Janja teve dois assessores exonerados de sua equipe no Palácio do Planalto. Apesar de a assessoria alegar saída por motivos pessoais, os atos não foram registrados como “a pedido”. O gabinete informal da primeira-dama segue sendo alvo de críticas.

Foto: Reprodução
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A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, teve duas baixas em sua equipe de apoio no Palácio do Planalto. As exonerações foram oficializadas nesta segunda-feira (30).

Deixaram as funções o fotógrafo Cláudio Adão, responsável por registros oficiais da primeira-dama, principalmente em viagens, e a advogada Tchenna Maso, que atuava como assessora especial.

De acordo com a assessoria de Janja, ambos solicitaram o desligamento por razões pessoais, como a busca por novas oportunidades e maior proximidade com familiares.

Divergência no registro oficial

Apesar da justificativa, os atos publicados no Diário Oficial da União não indicam que as exonerações ocorreram “a pedido”, termo normalmente utilizado quando a iniciativa parte do próprio servidor.

Estrutura informal

Os dois integravam o chamado “gabinete de Janja”, uma estrutura considerada informal e vinculada ao gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O grupo foi criado para dar suporte às atividades institucionais da primeira-dama, embora ela não ocupe cargo oficial no governo.

Alvo de críticas

A atuação da equipe já foi questionada por opositores do governo, especialmente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que levantaram críticas sobre gastos públicos relacionados às atividades de Janja.

Em resposta às controvérsias, o governo federal editou, em outubro de 2025, um decreto que autorizou servidores do gabinete presidencial a atuarem também em apoio à primeira-dama, em atividades classificadas como de interesse público.

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