A defesa do ex-BBB Pedro emitiu uma nota rebatendo as acusações de briga em uma barbearia em Curitiba. Os advogados afirmam que Pedro foi vítima de uma “violência coordenada” e agressões físicas após ser falsamente rotulado. A nota também culpa a Rede Globo e as redes sociais pelo linchamento virtual que levou ao agravamento do estado mental do ex-brother e sua nova internação.
Logo após a Polícia Civil do Paraná (PCPR) se pronunciar em nota dando mais detalhes da confusão supostamente envolvendo o ex-BBB Pedro, dentro de uma barbearia em Curitiba, a defesa do brother também deu sua versão. A equipe, comandada pela advogada Niva Castro, afirma que acredita na versão que a família deu de seu cliente.
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De acordo com familiares de Pedro, não seriam eles nas imagens e ele estaria dormindo em casa no momento da confusão. De qualquer forma, a equipe de defesa afirmou que, caso o dono da barbearia faça uma representação contra o ex-BBB, ele será defendido nos autos.
“Em tese, o que foi cometido ali foi um crime de lesão corporal pelo pessoal da barbearia, não pelo Pedro. Mas, se a autoridade policial entender que sim, é um crime de ação pública condicionada. Depende do proprietário da barbearia representar o Pedro. Não chegou nada para nós até o momento. Se chegar, vamos nos defender nos autos”, afirmou a defesa.
Mas o que chama mais atenção nessa história é que, após a briga na barbearia, o ex-BBB voltou a ser internado em uma clínica psiquiátrica para “tratar a saúde mental” nesta segunda-feira (30).
Veja a nota da defesa de Pedro:
“A defesa técnica de Pedro Henrique Espíndola vem a público não para alimentar narrativas oportunistas, tampouco para se submeter ao tribunal da internet, mas para impor um mínimo de racionalidade diante de um cenário que foi deliberadamente distorcido, inflamado e explorado de forma absolutamente irresponsável.
Desde o primeiro momento, esta defesa atuou com a seriedade que o caso exige. Buscou informações diretamente com os familiares de Pedro, que negaram de forma categórica os fatos então divulgados, inclusive encaminhando elementos que corroboravam tal versão. Diante disso, a defesa agiu no estrito cumprimento do seu dever: confiou em seu constituinte e assim se posicionou.
Ocorre que, com o avanço dos fatos e o surgimento de elementos concretos, a defesa — ao contrário de muitos que preferem sustentar versões convenientes – exigiu a reconstituição fiel dos acontecimentos, chegando à realidade do que de fato ocorreu.
E a realidade é objetiva: Pedro esteve no local acompanhado de um amigo, sem qualquer comportamento que justificasse a escalada de violência que se seguiu. Em determinado momento, ao se servir de um refrigerante — prática absolutamente comum — foi abordado de forma hostil por um indivíduo que, de maneira precipitada e agressiva, passou a proferir acusações e ofensas, alegando que teria reconhecido o “abusador”.
Diante disso, Pedro tentou evitar o conflito. O que se seguiu, contudo, não foi um desentendimento banal — foi um episódio de violência coordenada: um grupo de indivíduos, agindo em conjunto, passou a perseguir e agredir Pedro, extrapolando qualquer limite de razoabilidade e transformando uma situação corriqueira em um verdadeiro ato de violência coletiva.
E aqui reside o ponto central que vem sendo deliberadamente ignorado: não houve conflito, houve agressão. Não houve reação desproporcional. Houve tentativa de autopreservação. Não houve “versões divergentes”. Houve uma narrativa artificial construída para justificar o injustificável.
Esta defesa não se prestará a chancelar distorções. As medidas criminais cabíveis já foram adotadas e serão levadas até as últimas consequências, com a devida responsabilização individual de todos aqueles que participaram, incentivaram ou concorreram, direta ou indiretamente, para a prática das agressões. E não haverá recuo.
Entretanto, o que agrava — e muito — a situação não se limita aos fatos físicos ocorridos. O que se viu na sequência foi um espetáculo lamentável de exploração midiática, no qual um episódio ainda não esclarecido foi exposto de maneira sensacionalista, sem qualquer compromisso com a apuração responsável, servindo como combustível para um verdadeiro linchamento virtual.
A repercussão gerada pelos fatos supostamente ocorridos no BBB – e sua potencialização pela Rede Globo –, seguida por uma avalanche de julgamentos precipitados na internet, criou um ambiente de ódio que extrapolou o campo das palavras e se materializou em violência concreta. Isso não é liberdade de expressão, isso é irresponsabilidade com consequências reais.
Discursos inflamados, narrativas rasas e exposição desmedida produziram exatamente o que se viu: a transformação de um indivíduo em alvo coletivo. Pedro não foi apenas envolvido em um episódio isolado — foi exposto, rotulado e colocado em situação de risco por uma dinâmica que combina desinformação, espetáculo e ausência completa de responsabilidade.
O resultado é evidente: Pedro, que já se encontrava em acompanhamento psiquiátrico e psicológico, teve seu quadro clínico significativamente agravado, sendo necessária reavaliação imediata por equipe multidisciplinar, inclusive com a possibilidade concreta de nova internação, ou seja: há dano real, concreto e mensurável. E ele não decorre apenas dos fatos ocorridos no local, mas da forma absolutamente irresponsável como foram explorados posteriormente.
Reitera esta defesa que tais fatos não teriam ocorrido se o episódio ocorrido no BBB tivesse sido “tratado” com seriedade pela Rede Globo e não potencializado, como fizeram a emissora de televisão e seus funcionários.
Por fim, esta defesa reafirma que não atua para agradar plateias, muito menos para se curvar à pressão de narrativas virais; atua para restabelecer a verdade, proteger direitos e responsabilizar, com rigor, todos aqueles que ultrapassaram — e continuam ultrapassando — os limites legais e civilizatórios. A tentativa de transformar agressão em justificativa, vítima em culpado e exposição irresponsável em “informação” não prosperará.”
