Jaqueline Francisca dos Santos Schumann foi presa em Palotina, no Paraná, suspeita de matar o marido com um tiro de espingarda após uma briga por problemas no wi-fi. A perícia técnica descartou a tese de disparo acidental ao identificar que a cena do crime foi alterada e que não houve tiro à queima-roupa. O filho do casal presenciou o ocorrido e relatou o crime à polícia, que agora investiga o caso como homicídio qualificado por motivo fútil.

Jaqueline e Valdir Schumann - Reprodução: Redes Sociais
Jaqueline e Valdir Schumann - Reprodução: Redes Sociais

A Polícia Civil do Paraná efetuou a prisão de Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, investigada pelo homicídio de seu marido, Valdir Schumann, de 44 anos. O crime ocorreu na zona rural de Cafelândia, na Zona Oeste do estado, e teria sido motivado por um desentendimento fútil envolvendo o funcionamento do sistema de wi-fi da residência em que moravam.

A investigação

Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Lucas Santana de Freitas, a suspeita teria disparado contra o companheiro após ele se recusar a realizar o reparo no aparelho de internet. O episódio, registrado inicialmente no dia 12 de março, apresentou contornos de execução após a análise técnica da cena do crime.

Relatos policiais indicam que, após o primeiro disparo de espingarda, a mulher teria tentado acionar a arma uma segunda vez, porém o mecanismo falhou. Jaqueline encontra-se presa na cadeia pública de Palotina e deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil, uma vez que a motivação apresentada é considerada desproporcional à gravidade do ato praticado.

Jaqueline e Valdir Schumann - Reprodução: Redes Sociais

Jaqueline e Valdir Schumann – Reprodução: Redes Sociais

Contradições no depoimento

Logo após a morte de Valdir, a investigada afirmou às autoridades que o disparo havia sido acidental, ocorrido supostamente enquanto a vítima realizava a manutenção da arma. No entanto, o laudo da Polícia Científica desmentiu a versão de autolesão. Os peritos identificaram que não havia resíduos de pólvora ou sinais de tiro à curta distância, o que descarta a hipótese de um acidente doméstico. Além disso, a distância do projétil reforçou a suspeita: Valdir era destro, mas foi atingido no braço esquerdo, posição que torna a execução do disparo improvável.

A investigação apontou que a cena do crime foi alterada antes da chegada das autoridades, com a mudança estratégica da posição da espingarda para simular um cenário de fatalidade. Familiares da vítima, que já conheciam e relataram o histórico de agressividade da mulher na residência, relatando constantes brigas entre o casal.

Testemunha principal

O filho do casal, um adolescente de 13 anos, é a única testemunha do crime. O jovem confirmou a familiares que a mãe atirou no pai. Para preservar a integridade do adolescente, a Polícia Civil optou por realizar as diligências de busca e apreensão no momento em que ele estava na escola, evitando nova exposição ao trauma.

Em contrapartida, a defesa de Jaqueline Francisca dos Santos Schumann sustenta que a prisão é prematura. Por meio de nota oficial, os advogados afirmaram que possuem elementos de prova que contradizem as conclusões da Polícia Civil e ressaltaram que a cliente colaborou com as etapas iniciais da investigação, possui residência fixa e é ré primária.

O processo segue agora para a fase de instrução judicial, onde os laudos periciais e os depoimentos serão confrontados para que novos desdobramentos aconteça. Jaqueline Schumann permanecerá presa à disposição da Justiça.

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