A britânica Emma Jones, de 28 anos, ficou parcialmente cega após desenvolver cistos de grandes proporções em ambos os olhos, consequência de uma condição congênita extremamente rara. Atualmente, ela enfrenta dores intensas e limitações severas no dia a dia enquanto tenta viabilizar uma cirurgia corretiva.
A britânica Emma Jones, de 28 anos, ficou parcialmente cega após desenvolver cistos de grandes proporções em ambos os olhos, consequência de uma condição congênita extremamente rara. Atualmente, ela enfrenta dores intensas e limitações severas no dia a dia enquanto tenta viabilizar uma cirurgia corretiva.
Segundo informações do The Sun, Emma nasceu com Displasia Frontonasal, que levou ao surgimento de cistos de até 30 milímetros. Com o passar do tempo, as formações cresceram e hoje atingem o tamanho de moedas nas pálpebras inferiores, além de outros cistos menores na parte superior dos olhos.
A condição reduziu drasticamente sua capacidade visual, fazendo com que ela enxergasse cerca de 10% . A condição também impede a jovem de impede de trabalhar. Além disso, enfrenta dores constantes.
“Estou desesperada para que eles sejam removidos para que eu possa pelo menos ter alguma qualidade de vida. Quase não consigo dormir, e o sono é meu único alívio.”, desabafou.
Histórico médico e impacto na vida
Desde o nascimento, Emma também foi diagnosticada com outros problemas oculares, como a Síndrome de Morning Glory, além de catarata, que contribuem para a perda de visão.
Especialistas que acompanharam o caso chegaram a classificar os cistos como os “piores que já viram em suas carreiras”.
Ao longo da infância e adolescência, Emma enfrentou bullying e, atualmente, diz lidar com olhares constantes nas ruas. Para se proteger, passou a usar óculos escuros.
“Passei a usar óculos de sol não só para proteger meus olhos do vento, mas também para evitar que as pessoas fiquem me encarando, pois às vezes isso se torna insuportável.”

Mulher de 28 anos fica parcialmente cega (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Cirurgias recusadas e descoberta tardia
A jovem afirma que teve a oportunidade de realizar a cirurgia corretiva em três momentos, aos 11, 17 e 19 anos, mas as intervenções foram recusadas por sua mãe, sem que ela soubesse na época.
Segundo Emma, a descoberta só aconteceu após a morte da mãe, em dezembro de 2023, quando acessou seus registros médicos.
“Fico com raiva e triste quando penso na minha mãe recusando a cirurgia. Eu poderia ter tido a oportunidade de ter uma vida melhor, mas ela arruinou tudo.”
“Só descobri isso quando estava preenchendo a papelada para solicitar o crédito universal, pois me pediram meus registros de saúde. Quando recebi os documentos do meu médico de família, dei uma olhada e notei que me ofereceram a cirurgia três vezes.”, disse a jovem.
Nova chance de tratamento
Recentemente, Emma voltou a ser avaliada por especialistas e recebeu a possibilidade de passar por cirurgia ainda este ano. Para isso, precisa realizar uma série de exames no Moorfields Eye Hospital, incluindo avaliação oftalmológica completa, ressonância magnética e exames pré-operatórios.
Como é considerada legalmente cega, ela não consegue viajar sozinha de Bradford até Londres.
Campanha para custear tratamento
Diante das dificuldades financeiras, Emma iniciou uma campanha de financiamento coletivo para arcar com os custos das viagens necessárias para os exames.
“As passagens de trem de ida e volta para Londres custam £150 cada e eu preciso de três, então o valor fica alto e é algo que eu não posso pagar.”
“Sei que me sentirei muito mais confiante comigo mesma e também não sofrerei mais com a dor lancinante constante nos olhos.”
A expectativa é que, com o tratamento, Emma consiga recuperar parte da qualidade de vida e reduzir as dores que enfrenta diariamente.
