Imagens de câmeras de segurança indicam que Vitória foi vista pela última vez na região de Brightlingsea, após sair da Universidade de Essex. A polícia britânica segue investigando o caso, analisando registros visuais, dados telefônicos e bancários, além de trabalhar com diferentes hipóteses para entender o que aconteceu antes e depois do desaparecimento.
A cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, está desaparecida há um mês na Inglaterra. A psicóloga não entrou mais em contato com a família desde o começo de março e a família faz buscas intensas para esclarecer o que aconteceu.
Sem nenhum avanço, os parentes começaram a fazer uma campanha para arrecadar dinheiro, para poder contratar um detetive que possa auxiliar nas investigações. A mãe da brasileira continua no país, acompanhando de perto os desdobramentos.
As autoridades locais já haviam anunciado, no dia 20 de março, o encerramento das buscas em terra, no litoral e no mar na região de Brightlingsea, último local onde Vitória foi vista, no dia 4, e desde então, o caso segue sem novas pistas divulgadas oficialmente.
De acordo com a família, o último contato com a psicóloga ocorreu no próprio dia do desaparecimento, quando ela demonstrou sinais de nervosismo durante uma ligação telefônica. Diante da falta de respostas, a mobilização nas redes sociais busca apoio financeiro para custear a permanência no Reino Unido e ampliar as tentativas de investigação por meios independentes.
Última mensagem revelou cansaço e saudade
A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, descreveu a filha como uma pessoa acolhedora e dedicada, carismática e que ao longo desse tempo de se dedicou em ajudar as pessoas que sofrem com problemas emocionais. Segundo o relato, na véspera do desaparecimento no dia 3 de março, Vitória enviou uma mensagem ao grupo da família, dizendo:
“Mãe, tá tudo bem aí? Aqui tá tudo mais ou menos. Eu tô muito cansada. E só para dizer que tô com saudade. Bênção, mãe. Bênção, pai’. E nós abençoamos”, relatou Gleyz. A mãe também revelou que conversou por telefone no dia em que Vitória foi vista pela última vez. Segundo ela, Vitória parecia estar bastante nervosa.
De acordo com a mãe, a conversa foi interrompida de forma repentina, o que aumentou a preocupação da família. No mesmo dia, Vitória deixou o campus da Universidade de Essex, em Colchester, e seguiu de ônibus até a cidade de Brightlingsea, onde foi vista pela última vez. Desde então, o caso segue sem esclarecimentos, mobilizando familiares e autoridades.
“E na terça-feira, ela me ligou muito nervosa, dizendo que realmente achava que estava muito cansada, um estresse exagerado. Porque ela já vinha de um congresso em Marrocos, tinha passado um mês fora… Ela já vem, né? E aí, quando ela disse ‘Mãe, eu estou precisando ir. Preciso ir, mãe, agora eu preciso ir…’ E desligou o telefone”, relatou a mãe de Vitória.
Família permanece na Inglaterra
A mãe e o namorado da psicóloga, continuam na Inglaterra para acompanhar de perto o andamento das investigações e continuar fazendo buscas por Vitória. Diante da urgência da viagem e do alto custo de permanência no país, agravado pela diferença cambial entre o real e a libra esterlina, a família tem enfrentado dificuldades financeiras.
Inicialmente, o retorno ao Brasil estava previsto para meados de março, mas a mãe de Vitória e Janilson Gomes, decidiram adiar a volta para continuar acompanhando as atualizações do caso.
Enquanto isso, segundo pessoas próximas, os recursos obtidos também devem contribuir para ampliar as buscas de forma independente. Paralelamente, a Polícia de Essex segue com as apurações, incluindo a análise de movimentações bancárias e registros telefônicos da brasileira.
Buscas encerradas
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