Um influenciador digital de 29 anos foi preso na terça-feira (31), em Manaus, suspeito de aplicar golpes nas redes sociais ao se passar por celebridades, políticos e empresários da capital amazonense. Entre as identidades utilizadas pelo investigado estava a da ex-BBB e Cunhã-Poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira.
Um influenciador digital de 29 anos foi preso na terça-feira (31), em Manaus, suspeito de aplicar golpes nas redes sociais ao se passar por celebridades, políticos e empresários da capital amazonense. Entre as identidades utilizadas pelo investigado estava a da ex-BBB e Cunhã-Poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira.
Identificado como Mel Gibson Batista Amazonas, conhecido como “Gui Sena”, o suspeito foi detido na Rua Achuarana, no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte da cidade. Com ele, policiais encontraram diversos chips telefônicos que, segundo a investigação, eram utilizados para a execução dos crimes.
Perfis falsos para ganhar confiança das vítimas
De acordo com o delegado Fabiano Rosas, o investigado criava perfis falsos em redes sociais utilizando fotos e nomes de pessoas conhecidas para ganhar a confiança das vítimas. Após estabelecer contato, ele passava a pedir dinheiro, geralmente por meio de transferências via PIX.
Entre as identidades utilizadas pelo suspeito estava também a da empresária Cileide Moussallem, além de outros empresários e até profissionais da imprensa. Segundo a polícia, uma das estratégias utilizadas era registrar chaves PIX em nome de terceiros, incluindo familiares, para receber os valores e dificultar o rastreamento das transferências.
Golpes miravam empresários e políticos
As investigações apontam que o esquema tinha como principais alvos empresários e políticos da capital amazonense.
“Ele se utilizava de um golpe que é pegar foto de alguém famoso na internet e se passar por aquela determinada pessoa. O que chamou nossa atenção é que as vítimas eram empresários e políticos da capital”, explicou o delegado.
Ainda segundo a polícia, o investigado também utilizava CPFs de terceiros, inclusive de pessoas que vivem no interior do estado, para cadastrar linhas telefônicas usadas nas fraudes.
Ameaças aumentavam pressão sobre as vítimas
Além de solicitar dinheiro, o suspeito também ameaçava expor informações ou supostos conteúdos comprometedores caso os pagamentos não fossem realizados. A prática caracteriza extorsão e aumentava a pressão psicológica sobre as vítimas. De acordo com as investigações, o esquema teria funcionado por cerca de três anos, período em que o investigado teria obtido ganhos financeiros com as fraudes.
Suspeito admitiu os crimes
Ao ser apresentado à imprensa, o suspeito admitiu a autoria dos golpes e afirmou que agiu por dificuldades financeiras.
“Quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra. Errei sim, já esclareci. Fiz mais por problemas financeiros mesmo. Faturei cerca de R$ 20 mil. Eu não fiz para ostentar por aí e sim para ajudar a minha família”, declarou.
Caso segue sob investigação
O suspeito deve responder pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. A polícia agora analisa celulares e chips apreendidos para identificar novas vítimas e verificar se há outros envolvidos no esquema. As investigações continuam.
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