Os pais do menino Benício Xavier de Freitas cobraram a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal (IML) durante uma coletiva realizada na manhã da quinta-feira (02). A criança morreu em novembro do ano passado após um atendimento médico em Manaus, no Amazonas, em um caso investigado pela Polícia Civil.

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Os pais do menino Benício Xavier de Freitas cobraram a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal (IML) durante uma coletiva realizada na manhã da quinta-feira (02). A criança morreu em novembro do ano passado após um atendimento médico em Manaus, no Amazonas, em um caso investigado pela Polícia Civil.

Quatro meses após a morte do menino, os familiares afirmam que ainda aguardam a conclusão do laudo pericial, considerado peça central para o avanço das investigações e eventual responsabilização dos envolvidos. Durante a coletiva, a mãe, Joyce Xavier, relembrou os momentos que antecederam o atendimento médico e relatou que o filho apresentava tosse e febre antes de ser levado ao hospital.

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“Ele estava alguns dias com tosse. Eu estava tratando em casa com xarope. Quando peguei ele na escola, percebi que a tosse tinha se intensificado. À noite ele teve febre e no sábado de manhã decidimos levar ao hospital para ver o que estava acontecendo”, afirmou.

Segundo a mãe, após a consulta, a criança foi encaminhada para a sala de medicação, onde recebeu uma aplicação de adrenalina na veia. Ela relatou ter questionado a forma de administração do medicamento.

“Eu perguntei: ‘Cadê a nebulização com adrenalina?’ Foi quando ela me falou: ‘Não é nebulização, é na veia. A médica prescreveu na veia’. Eu me assustei, porque das outras vezes ele sempre fez por nebulização”, disse.

De acordo com o relato, logo após a aplicação do medicamento o menino começou a passar mal.

“Quando ela aplica a adrenalina na veia, na hora mesmo ele começa a passar mal. O corpinho dele fica todo amarelo. Eu pergunto: ‘Meu filho, o que está acontecendo?’ E ele fala: ‘Mãe, meu coração está queimando’”, afirmou.

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Foto: Redes Sociais

Pais cobram respostas e conclusão de investigação

O pai do menino, Bruno Freitas, também participou da coletiva e cobrou celeridade das autoridades. Segundo ele, a família aguarda a conclusão do laudo e do relatório final da investigação.

“São quatro meses que a gente está buscando justiça. Todo dia acordando esperando algum resultado concreto. A finalização do relatório pelo delegado para o Ministério Público apreciar e levar para o juiz”, declarou.

Ele também criticou o novo prazo solicitado para a conclusão do inquérito.

“O prazo da lei é de 30 dias. Agora foi pedido mais 45 dias. A gente só quer que a lei seja cumprida. Ou que pelo menos haja um posicionamento claro sobre quando esse relatório será entregue”, afirmou.

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Laudo é considerado peça central do inquérito

O laudo do IML é considerado um dos documentos fundamentais para a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil. A partir dele, o Ministério Público do Estado do Amazonas poderá avaliar se há elementos para oferecer denúncia à Justiça.

Nas últimas semanas, o caso voltou a repercutir com informações sobre o laudo e questionamentos envolvendo um vídeo divulgado pela defesa. A família afirmou ainda que continuará realizando manifestações e concedendo entrevistas para manter o caso em evidência enquanto aguarda a conclusão das investigações.

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