A deputada federal Erika Hilton (PT-SP) afirmou, neste sábado (4), que há, segundo ela, a intenção de setores da direita de transferir o controle do Pix para instituições privadas. A declaração foi feita em resposta a falas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que disse não pretender acabar com o sistema de pagamentos.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), a parlamentar escreveu que “eles sabem que não podem pedir o fim do Pix. Não abertamente” e acrescentou que “o plano dessa turminha da Faria Lima é outro: privatizar o Pix e dividi-lo entre os bancos”.
Erika afirmou ainda que Flávio Bolsonaro não acabaria com o Pix, mas poderia, segundo ela, propor mudanças no modelo de gestão. “Não vão ‘acabar com o Pix’, mas querem passar o controle do sistema para empresas privadas”, escreveu.
A deputada argumentou que bancos e operadoras de cartão perderam receitas com a popularização do Pix, especialmente com tarifas de transferência e participação nos pagamentos digitais. Segundo ela, essas empresas evitariam defender publicamente o fim do sistema.
Erika Hilton diz que consumidor pagaria a conta com privatização do Pix
Na mesma publicação, Erika afirmou que uma eventual gestão privada poderia levar à criação de tarifas. “Eles vão fazer isso cobrando taxinhas”, disse. Entre os exemplos citados estão cobranças para comerciantes receberem valores, transferências entre bancos, operações de maior valor e uso em determinados horários.
Por fim, a parlamentar afirmou que propostas de mudança no modelo do Pix podem aparecer no debate eleitoral. “Vão propor transformá-lo num ‘sistema autogestionado’, em algo ‘como é hoje o FGC [Fundo Garantidor de Créditos]”, escreveu.
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