A jovem de 20 anos, Alane Anísio Rosa, falou pela primeira vez na tarde de domingo (5), após ser atacada com 15 facadas ao negar um pedido de namoro. A tentativa de feminicídio ocorreu na sua própria casa, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano.
A jovem de 20 anos, Alane Anísio Rosa, falou pela primeira vez na tarde de domingo (5), após ser atacada com 15 facadas ao negar um pedido de namoro. A tentativa de feminicídio ocorreu na sua própria casa, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano.
Através de um vídeo publicado nas redes sociais, a vítima fez um forte desabafo e pediu apoio dos seguidores no julgamento do suspeito, Luiz Felipe Sampaio, que irá ocorrer no próximo dia 15 de abril.
“Isso não pode ficar impune. O agressor precisa, sim, receber a pena mais dura. A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso não não seja aceito.“
Alana disse que precisava de seu momento de privacidade, por isso não falou antes, mas que sentiu necessidade de se pronunciar para cobrar justiça.
“O que aconteceu comigo não pode, não deve ser esquecido. Apesar de ter sobrevivido, como não acontece com muitas outras vítimas, continua sendo brutal o que aconteceu. Nós, mulheres, não estamos seguras na rua, no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa, no lugar onde a gente se sente mais segura, onde a gente deveria estar segura.”, afirmou.
Relembre o caso
Em entrevista ao Bacci Notícias, a mãe de Alane, Jaderluce Anísio de Oliveira, revelou que a filha foi atacada após negar um pedido de namoro de Luiz Felipe Sampaio, jovem qual Alana não tinha qualquer proximidade e só conhecia através da academia.
O rapaz teria chegado a enviar mensagens e presentes de forma insistente para a jovem.
Na véspera do crime, Luiz Felipe tentou se aproximar da moça, mas foi rechaçado pelo cão da família.
Em 6 de fevereiro, de acordo com parentes, o homem teria conseguido invadir a casa de Alana e esfaqueado a jovem.
A mãe dela chegou ao local pouco depois da agressão e encontrou o agressor atacando a filha com facadas no rosto.
Ele permanece preso por tentativa de feminicídio na Cadeia Pública Juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Alana ficou internada por quase um mês
Durante o período de tratamento, a estudante chegou a ficar em coma induzido e recebeu assistência ventilatória antes de apresentar melhoras clínicas. Nas últimas semanas ela saiu do Centro de Terapia Intensiva (CTI) e foi transferida para um quarto, evoluindo bem até a alta.
Ao deixar a unidade de saúde, Alana foi aplaudida por profissionais da equipe médica e recebeu homenagens de familiares, amigos e apoiadores reunidos do lado de fora do hospital, com pedidos por justiça para a vítima. Ela deixou o local em cadeira de rodas e ainda com curativos, reflexo dos ferimentos nos braços, rosto, ombros e mãos.
A mãe relatou inclusive a vontade da jovem de voltar a estudar para se preparar para prestar vestibular em medicina. “Ela está doida para voltar a estudar. Perguntou quando poderá voltar a estudar”, contou Jaderluce.
