A Justiça converteu em preventiva a prisão do motorista que atropelou quatro crianças e matou dois irmãos em Diadema. O condutor, que apresentava sinais de embriaguez, foi cercado e detido por moradores da região até a chegada da polícia. Ele foi indiciado por homicídio doloso após o exame do IML confirmar a ingestão de álcool antes do acidente.
Um trágico acidente resultou na morte de dois irmãos, de 10 e 5 anos, na tarde da última sexta-feira (03), em Diadema, na Grande São Paulo. Logo após o atropelamento, testemunhas e moradores da região agiram rapidamente para impedir que o condutor do veículo, identificado como Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos, deixasse o local.
Imagens registradas por moradores que presenciaram o ocorrido mostram o momento em que o motorista é cercado e confrontado pela vizinhança. Os moradores seguraram o homem até a chegada da Polícia Militar, garantindo que ele fosse entregue às autoridades para o registro do flagrante.
Sinais de embriaguez
No local do acidente, câmeras de segurança registraram o automóvel em alta velocidade. O veículo atingiu quatro crianças que brincavam na calçada antes de bater contra o muro de uma residência. Sophia e Isaías, que pulavam corda no momento da batida, sofreram ferimentos gravíssimos e não resistiram. As outras duas crianças atingidas foram encaminhadas para um hospital próximo do local, sendo que uma delas permanece sob cuidados médicos.
Assista o vídeo:
Duplo homicídio
Em depoimento, o motorista apresentou versões contraditórias, alegando inicialmente que o acelerador do carro teria travado, mas admitindo em seguida o consumo de bebida alcoólica antes de dirigir.
O exame realizado no Instituto Médico Legal (IML) confirmou o estado de embriaguez. Diante dos fatos, o delegado responsável pelo caso indiciou o homem por duplo homicídio e lesão corporal, por entender que o condutor assumiu o risco de causar as mortes ao conduzir o veículo sob efeito de álcool e em alta velocidade.

Foto: Reprodução.
Prisão decretada
Na manhã do último sábado (04), a Justiça analisou o caso durante audiência de custódia e decidiu manter a prisão preventiva do suspeito. A autoridade judicial considerou a gravidade da conduta e o impacto social do crime para negar a liberdade provisória.
O homem permanece preso e à disposição da Justiça, enquanto o inquérito policial segue para a fase de coleta de provas periciais que detalharão a mecânica exata do impacto contra as vítimas e o imóvel.
