Vinte anos após o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, Suzane revisita o crime em um documentário exclusivo que explora sua nova rotina em regime aberto. Ao lado do marido e do filho, ela busca consolidar uma narrativa de redenção, afirmando que a pessoa responsável pelo crime de 2002 não existe mais. A produção, detalhada pelo jornalista Ulisses Campbell, ainda não tem data de estreia oficial, mas já gera intensos debates sobre sua tentativa de recomeço.
No dia 31 de outubro de 2002, Suzane von Richthofen junto com os irmãos Cravinhos, Daniel e Cristian, cometeram o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen. Cumprindo pena em regime aberto, aos 42 anos anos, Suzane reviveu o passado mais de vinte anos após o crime que parou o Brasil em um documentário, que teve uma pré-estreia restrita na Netflix, onde traz a versão da condenada sobre os fatos que levaram a morte dos próprios pais.

Suzane von Richthofen em cena no documentário ‘Suzane vai falar’ da Netflix || Reprodução: True Crime/O Globo
A nova vida de Suzane
O documentário também expõe a rotina presente de Suzane ao lado do marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e do filho pequeno do casal. Ela utiliza o espaço para tentar consolidar uma imagem de ruptura com o passado, afirmando que aquela pessoa que cometeu o crime em 2002 não existe mais.
“Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, declarou ela ao relembrar o passado no documentário.
Ainda segundo informações do jornalista Ullisses Campbell, a produção mostra cenas da rotina da nova família, visando mostrar a nova rotina de recomeço de Suzane.

Suzane von Richthofen em cena no documentário ‘Suzane vai falar’ da Netflix || Reprodução: True Crime/O Globo
O perdão
Apesar da tentativa, ela admite que a notoriedade do caso a persegue em locais públicos, onde é constantemente reconhecida e fotografada. No fim do seu depoimento, Suzane buscou um tom de espiritualidade para validar sua nova fase de vida.
“Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”, concluiu.
O documentário, que tem o título provisório de “Suzane vai falar”, ainda não possui uma data oficial para o lançamento ao grande público, mas já desperta curiosidade gerando debate sobre a narrativa de redenção da mulher condenada por um dos crimes mais brutais do país.

Suzane von Richthofen em cena no documentário ‘Suzane vai falar’ da Netflix || Reprodução: True Crime/O Globo
