O desaparecimento de Alan Michael e Ágatha Isabelle completou três meses nesta semana sem que a Delegacia Regional de Bacabal apresente novos desdobramentos. A mãe das crianças, Clarice, manifesta um profundo sentimento de abandono institucional após sucessivas visitas à unidade policial em busca de informações. O cenário de incerteza agrava o sofrimento da família, que cobra um posicionamento efetivo das forças de segurança do Maranhão.

Crianças desaparecidas em Bacabal - Reprodução: Redes Sociais
Crianças desaparecidas em Bacabal - Reprodução: Redes Sociais

No último final de semana, completaram de três meses do desaparecimento dos irmãos Alan Michael e Ágatha Isabelle, ocorrido em 4 de janeiro de 2026, em Bacabal, no Maranhão.

Ao retornar à Delegacia Regional de Bacabal, Clarice Cardoso, mãe das crianças, cobra das autoridades sobre a busca por atualizações no inquérito de investigação do caso. Para a família, a a ausência de novos desdobramentos transparece uma sensação de desassistência da segurança pública.

“Mando mensagem ninguém responde, já estão com três meses, abandonaram o caso (…)”, diz a mãe em entrevista para imprensa local.

Assista o vídeo:

Desde o desaparecimento das crianças, a rotina de Clarice tornou-se o registro mais sofrido, o que descreve o fim do dia como o momento mais crítico de sua realidade atual. Para ela, ao trancar a porta de sua casa simboliza a permanência de um vazio, uma vez que o repouso dos filhos foi interrompido sem explicações.

Além da busca física pelos filhos, existe uma luta contra o silêncio das autoridades, que até o momento não apresentaram avanços que pudessem elucidar o caso ocorrido no início deste ano.

Desabafo nas redes sociais

Na manhã do último sábado (04), Clarice Cardoso, mãe das crianças desaparecidas em Bacabal, voltou a se pronunciar nas redes sociais ao lembrar que o sumiço dos filhos completa três meses.

Em publicações emocionadas, ela compartilhou fotos de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, e escreveu mensagens direcionadas a cada um deles, reforçando a dor de não saber o que aconteceu.

“Hoje se faz três meses que você e sua irmã desapareceram… o sofrimento continua, a angústia, a ansiedade, um sofrimento que não tem fim”, escreveu em uma das imagens.

Em outra publicação recente, a mãe havia feito um apelo direto aos filhos, demonstrando esperança de reencontro. “Só peço a Deus que ele mostre vocês o mais rápido possível… tenho fé que vocês vão ser encontrados com vida”, desabafou.

Desabafo de Clarice, mãe das crianças desaparecidas em Bacabal || Reprodução: Redes Sociais

Desabafo de Clarice, mãe das crianças desaparecidas em Bacabal || Reprodução: Redes Sociais

Três meses de mistério

O caso completa 90 dias sem qualquer resposta concreta sobre o paradeiro das crianças. Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro, junto com um primo, em Bacabal, no Maranhão.

Dias depois, o menino que estava com eles foi encontrado sozinho, em uma área de mata, o que levantou ainda mais questionamentos sobre o que teria acontecido.

Desde então, o desaparecimento segue cercado de incertezas, com versões conflitantes e nenhuma conclusão oficial.

Hipótese de sequestro

A possibilidade levantada pelas autoridades era de que as crianças tivessem se perdido na região. No entanto, o relato do primo trouxe uma nova linha de investigação.

Segundo a mãe, o menino afirmou que um homem teria abordado o grupo e levado os irmãos, o que levantou a suspeita de sequestro.

“Ele me disse que um homem tirou a roupa dele e levou meus filhos”, relatou Clarice em entrevistas anteriores.

Assista o vídeo:

Buscas e investigações

Nos primeiros dias após o desaparecimento, uma grande força-tarefa foi mobilizada, com uso de drones, cães farejadores, helicópteros e até equipamentos de busca no rio da região.

Apesar do esforço, nenhuma pista concreta foi encontrada. Um inquérito com centenas de páginas foi instaurado, mas ainda sem respostas definitivas.

Nos últimos dias, a mãe também denunciou que teria deixado de receber retorno das autoridades e que as buscas teriam perdido intensidade.

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