Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal em Suzano, na Grande São Paulo, armado com um facão e feriu uma professora ao tentar entrar em uma sala de aula. O caso reacende a memória do massacre ocorrido na cidade em 2019, quando oito pessoas morreram após um ataque em uma escola estadual.
Um jovem de 18 anos invadiu uma escola municipal na tarde desta segunda-feira (7), em Suzano, na Grande São Paulo, armado com um facão, e feriu uma professora durante a ação. O caso ocorreu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Profª Ignez de Castro Almeida Meyer.

Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito pulou o muro da unidade escolar, localizada na Rua Formosa, no bairro Cidade Boa Vista, e tentou invadir uma sala de aula. A ação foi interrompida por uma professora, que segurou a porta para impedir a entrada do agressor.
Durante a tentativa de contenção, a docente sofreu ferimentos nas mãos. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Maria. Segundo a polícia, a atitude da professora é apontada como fundamental para evitar que o caso tivesse consequências mais graves dentro da sala de aula, onde havia alunos no momento da invasão.
Suspeito foi contido e também ficou ferido
Ainda de acordo com a PM, o jovem foi contido por policiais no próprio local. Após o ocorrido, ele apresentou um ferimento grave causado por ele mesmo, com sangramento intenso.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com apoio do Corpo de Bombeiros, realizaram o atendimento e encaminharam o suspeito a uma unidade de saúde.
As autoridades confirmaram que o autor do ataque é ex-aluno da escola. A motivação ainda é desconhecida e o caso segue sob investigação.
Caso lembra massacre em Suzano
O episódio trouxe à tona lembranças do ataque ocorrido em 13 de março de 2019, também em Suzano, quando dois ex-alunos invadiram a Escola Estadual Raul Brasil e mataram oito pessoas, entre elas cinco estudantes e duas funcionárias. Antes de chegar à escola, a dupla ainda assassinou um comerciante da região.
Na ocasião, os criminosos estavam armados com revólver, machadinha e outros artefatos. O ataque durou cerca de 15 minutos e terminou com o suicídio dos dois autores dentro da unidade escolar.
O massacre é considerado um dos mais graves já registrados no país e provocou uma série de discussões sobre segurança nas escolas, além de alertas sobre comportamento de risco entre jovens.
Investigação segue em andamento
A Secretaria de Segurança Pública informou que as circunstâncias da invasão desta segunda-feira ainda estão sendo apuradas.
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