A medida, segundo Trump, será aplicada de forma imediata e sem exceções. O anúncio ocorre logo após um acordo de cessar-fogo entre americanos e iranianos, que inclui a suspensão temporária de ataques e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Apesar disso, o cenário segue instável, com relatos de novos confrontos e incertezas sobre a manutenção da trégua.
Nesta quarta-feira (8), Donald Trump voltou a adotar um tom duro ao anunciar que pretende aplicar tarifas para países que ajudarem a fornecer armamentos ao Irã. De acordo com presidente A medida, segundo ele, teria aplicação imediata e não contará com exceções ou flexibilizações.

Na rede Truth, o presidente afirmou que a tarifa será de 50%: “Efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!”, disse. A declaração ocorre em meio a um cenário de trégua no Oriente Médio. Na terça-feira (7), americanos e iranianos chegaram a um entendimento para interromper temporariamente as hostilidades.
Como parte do acordo, Trump sinalizou a suspensão de ataques aéreos por um período de duas semanas, desde que o Irã garantisse a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo.
Do lado iraniano, também houve imposição entre elas a manutenção de influência sobre a importante passagem estratégica. O Estreito de Ormuz, responsável por escoar cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, havia permanecido fechado por mais de um mês antes de ser novamente liberado.
Trégua sob risco e novos ataques
Apesar do anúncio de cessar-fogo, o clima no Oriente Médio segue instável. Relatos de países da região indicam que ataques continuaram mesmo após a divulgação do acordo, evidenciando a dificuldade de manter a trégua.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, classificou a situação como delicada, afirmando que o acordo é “frágil” e destacando a impaciência do presidente Donald Trump diante do cenário.
Outro ator central no conflito, Israel, também aceitou a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, mas com ressalvas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixou claro que o entendimento não abrange o Líbano.
Paralelamente, as forças israelenses seguem conduzindo operações militares em território libanês, com bombardeios e incursões terrestres que já resultaram em mais de 1.500 mortes desde o início de março.
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