Os primeiros sinais foram dificuldade na fala e perda de coordenação motora em um lado do corpo, o que levou a um atendimento médico imediato. Após exames, foi confirmado que se tratava de um AVC isquêmico causado por um coágulo no cérebro. Ele foi transferido para um hospital especializado em Lisboa, onde segue internado, estável, consciente e em recuperação.
Mico Freitas, marido da cantora e influencer Kelly Key permanece hospitalizado em Portugal após ter sido vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Na terça-feira (7), a equipe responsável pelo seu acompanhamento divulgou uma atualização informando que o empresário segue em uma unidade especializada, sem necessidade de intervenção cirúrgica até o momento.

Mico Freitas e Kelly Key (Reprodução/Redes Sociais)
De acordo com o comunicado, o atendimento foi realizado com rapidez logo após o surgimento dos primeiros sinais, o que possibilitou o encaminhamento ágil para um hospital. Exames de imagem confirmaram o diagnóstico, e, posteriormente, ele foi levado a um centro de referência em neurologia, onde continua sob tratamento.
O boletim médico aponta que o quadro está relacionado a uma obstrução em pequenas áreas do cérebro. O tratamento adotado é conservador, baseado no uso de medicamentos e observação contínua, além da realização de exames adicionais para investigar a origem do problema, especialmente por se tratar de um paciente jovem.
Kelly Key compartilhou detalhes sobre o início do quadro de saúde do marido. De acordo com a cantora, os sintomas apareceram de maneira súbita, incluindo alterações na fala e dificuldade de coordenação em um dos lados do corpo.
O que é AVC?
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando há interrupção ou rompimento do fluxo de sangue que chega ao cérebro, comprometendo o funcionamento da região afetada. Essa condição pode provocar danos neurológicos importantes e está entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo, sendo mais frequente em homens.
A rapidez no atendimento é determinante para o prognóstico do paciente. Quanto mais cedo o problema é identificado e tratado, maiores são as chances de recuperação e de redução de sequelas. Por isso, reconhecer os sinais iniciais e buscar assistência médica imediata é fundamental para evitar complicações mais graves.
AVC Hemorrágico
Esse tipo de AVC acontece quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, provocando um sangramento que pode atingir tanto o interior do tecido cerebral quanto a região entre o cérebro e suas membranas de proteção. Embora represente uma parcela menor dos casos, cerca de 15%, costuma ser mais grave e apresenta maior risco de morte em comparação ao AVC isquêmico.
AVC Isquêmico
Esse tipo de AVC acontece quando uma artéria é bloqueada, impedindo que o sangue e, consequentemente, o oxigênio chegue às células do cérebro, levando à morte do tecido afetado. A interrupção do fluxo pode ser causada pela formação de um coágulo no próprio local (trombose) ou por um êmbolo que se desloca pela corrente sanguínea até obstruir o vaso. O AVC isquêmico é o mais frequente, correspondendo a cerca de 85% dos casos.
Sintomas e diagnóstico
O organismo costuma apresentar sinais claros que podem indicar a ocorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e reconhecer esses indícios é essencial para agir rapidamente. Entre os principais alertas estão:
- Confusão mental;
- Alteração da fala ou compreensão;
- Alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
- Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente;
- Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
- Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (rosto, braço ou perna).
A confirmação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é realizada com o auxílio de exames de imagem, fundamentais para identificar a região do cérebro atingida e diferenciar o tipo de ocorrência. Entre os cuidados clínicos de emergência estão:
- Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura.
- Checar a glicemia.
- Colocar a pessoa deitada, exceto se houver vômitos.
- Colocar acesso venoso no braço que não estiver paralisado.
- Administrar oxigênio, caso a pessoa precise.
- Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao paciente ou acompanhante.
Entre os métodos mais utilizados está a tomografia computadorizada do crânio, considerada essencial na avaliação inicial, especialmente nos casos suspeitos de AVC isquêmico agudo, por permitir a detecção precoce de alterações compatíveis com a falta de irrigação sanguínea no cérebro.
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