O prefeito de São Caetano, Tite Campanella, foi expulso do PL após criticar senadores de São Paulo, incluindo Marcos Pontes. Ele manteve as declarações e foi convidado por Tarcísio de Freitas a se filiar ao Republicanos.
O prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, foi expulso do Partido Liberal (PL) após fazer críticas indiretas ao senador Marcos Pontes, seu ex-colega de legenda.

O Senador Marcos Pontes e o presidente da câmara de vereadores de São Caetano, Doutor Seraphim – Foto: Divulgação
A declaração ocorreu no fim de março, durante uma cerimônia que homenageou o deputado federal Guilherme Derrite. Na ocasião, o prefeito afirmou que os atuais representantes de São Paulo no Senado não estariam à altura do cargo.
“São Paulo é o estado mais rico, mais importante do país e tem a pior representatividade no Senado de toda a União. Temos três senadores que, absolutamente, não correspondem ao que o estado espera deles”, disse.
Críticas atingiram bancada paulista
Atualmente, São Paulo é representado no Senado por Marcos Pontes (PL), Mara Gabrilli (PSD) e Alexandre Giordano (Podemos). Pontes é o único integrante do PL entre os três.
Após a repercussão, o senador informou que houve o encaminhamento de um pedido formal ao partido para apuração da conduta do prefeito, alegando violação ao estatuto da legenda.
Prefeito reage à expulsão
Em nota, Tite Campanella criticou a forma como o processo foi conduzido e defendeu o direito à divergência dentro dos partidos.
“Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia. Quem age assim, não pode reclamar, no futuro, de atos que o desagradem”, afirmou.
Ele também reiterou as críticas feitas anteriormente: “Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do estado de São Paulo no Senado”.
Convite para novo partido
Após a expulsão, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, convidou o prefeito a se filiar ao Republicanos.
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