O governo federal estuda liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. A medida foi anunciada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, como parte de um pacote de ações voltadas à redução do endividamento da população. Entenda quem vai ter acesso ao dinheiro.
O governo federal estuda liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. A medida foi anunciada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, como parte de um pacote de ações voltadas à redução do endividamento da população. Entenda quem vai ter acesso ao dinheiro.

Foto: Reprodução / redes sociais
Segundo o ministro, os valores seriam destinados principalmente a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidos e tiveram parte do saldo do FGTS retido como garantia de empréstimos.
Medida mira trabalhadores com valores retidos
De acordo com o ministro, a proposta prevê liberar valores que ficaram bloqueados acima do necessário para garantir operações de crédito. Em alguns casos, segundo ele, a Caixa Econômica Federal teria retido quantias maiores do que o exigido como garantia.
Com a nova medida, o excedente desses valores poderia ser devolvido aos trabalhadores, permitindo o acesso a uma parte do saldo que estava indisponível. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de propostas em discussão no governo para reorganizar dívidas e ampliar o acesso a crédito com condições consideradas mais favoráveis.
Uso do FGTS em renegociação de dívidas
Em entrevista ao jornal O Globo, Luiz Marinho afirmou que o governo avalia a dimensão do endividamento da população e discute alternativas com instituições financeiras para reduzir o valor das parcelas de dívidas. Nesse contexto, o uso do FGTS aparece como uma ferramenta complementar dentro de um pacote que ainda está em análise.
O secretário do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, já havia mencionado a possibilidade de destravar recursos vinculados ao saque-aniversário, mas evitou detalhar as medidas que estão sendo discutidas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Governo também estuda novas formas de crédito
Outra proposta em avaliação envolve regulamentar o uso do FGTS como garantia em operações de crédito consignado, ampliando as possibilidades de empréstimos para trabalhadores com taxas menores. O tema foi discutido em reunião de Luiz Marinho com parlamentares do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados do Brasil.
Segundo o ministro, qualquer medida envolvendo o FGTS precisa preservar a sustentabilidade do fundo. Por isso, o governo ainda analisa se a utilização do recurso para refinanciamento de dívidas seria viável e segura.
Endividamento das famílias preocupa governo
A discussão ocorre em meio ao crescimento do endividamento das famílias brasileiras. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indicam que o percentual de famílias endividadas passou de 80,2% em fevereiro para 80,4% em março, o maior nível já registrado.
Diante desse cenário, o governo também solicitou estudos ao Banco Central do Brasil e ao Ministério da Fazenda para avaliar alternativas que possam reduzir os juros do cartão de crédito e facilitar a renegociação de dívidas.
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