Durante agenda no Sul do país, ele também defendeu medidas no Congresso para rever punições relacionadas aos atos de Atos de 8 de janeiro de 2023, argumentando que a iniciativa representaria uma forma de “fazer justiça”. Paralelamente, o parlamentar intensificou articulações políticas, apoiou aliados em pré-candidaturas e comentou o cenário eleitoral, marcado por disputa acirrada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que, em caso de vitória em uma disputa presidencial, pretende dividir o momento simbólico da posse com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com pessoas que, segundo ele, foram alvo de perseguições políticas.

Flávio Bolsonaro (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
A afirmação foi feita durante compromissos em Porto Alegre, neste sábado (11), quando o parlamentar apresentou projeções para o cenário político nacional. Em seu discurso, ele indicou que uma eventual eleição representaria, em sua visão, a reintegração desse grupo ao protagonismo institucional do país.
“É por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”. O plano inclui o que descreve como um “zerar o jogo” institucional. Ele afirmou: “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional, não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”, disse.
Débora Rodrigues dos Santos, foi condenada a 14 anos de prisão por sua atuação nos atos de 2023. Flávio destacou a ideia de “reiniciar” determinadas situações relacionadas aos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro de 2023, defendendo o que considera uma correção de injustiças.
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Anistia depende do aval do Congresso
Na avaliação de Flávio Bolsonaro, a eventual concessão de perdão aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro depende diretamente do aval do Congresso Nacional. Ele defendeu que a medida está dentro das atribuições legais do Legislativo e afirmou acreditar que a resistência de parte dos parlamentares tende a diminuir após o período eleitoral, diante do que considera um receio político atual.
Durante a agenda no Rio Grande do Sul, o senador também atuou no fortalecimento de alianças regionais. Na ocasião, manifestou apoio à pré-candidatura de Luciano Zucco (PL-RS) ao governo estadual, além das articulações em torno dos nomes de Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) para o Senado.
Em um encontro com apoiadoras, o parlamentar também fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que a sigla pode perder relevância política nos próximos anos.
De acordo com aliados do senador, o momento é visto como positivo, especialmente após episódios recentes que, na avaliação do grupo, teriam impactado a percepção de parte do eleitorado mais conservador em relação ao governo federal.
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