A Polícia Federal concluiu, pela segunda vez, que não há provas de interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação. A reavaliação do inquérito ocorreu após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que havia solicitado a reabertura do caso com base em declarações do ex-ministro Sergio Moro.

Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal revisou o inquérito que investigava uma possível interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação e voltou a concluir que não há elementos que comprovem a prática de crimes. Esta é a segunda vez que a investigação chega ao mesmo entendimento.

Jair Bolsonaro (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O caso havia sido reaberto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que deixou o cargo alegando ter sofrido pressões para mudanças em posições de comando dentro da Polícia Federal.

À época, uma das suspeitas levantadas era de que o então presidente teria interesse em influenciar investigações, incluindo apurações relacionadas à disseminação de notícias falsas envolvendo aliados.

Ainda assim, tanto a conclusão da Polícia Federal durante aquele período quanto a manifestação do então procurador-geral da República, Augusto Aras, apontaram para a ausência de irregularidades, com pedido de arquivamento do caso.

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Ausência de provas

Já durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a Polícia Federal voltou a analisar o material reunido no inquérito e manteve o entendimento de que não existem elementos suficientes para sustentar uma acusação criminal.

No novo relatório, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, ligado à Diretoria de Inteligência Policial, destacou que as apurações realizadas à época dos fatos não identificaram indícios capazes de justificar responsabilização penal.

O documento também menciona que a corporação buscou acesso a informações do chamado inquérito das fake news, conduzido no âmbito do Supremo Tribunal Federal, para verificar possíveis conexões com o caso. No entanto, conforme registrado, o ministro Alexandre de Moraes informou que não havia, naquele procedimento, provas que indicassem interferência indevida na instituição.

Relatório final

O relatório final da Polícia Federal também aponta que eventuais suspeitas de interferência, caso existam, devem ser investigadas no âmbito dos processos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.

Com o envio do documento complementar, Moraes encaminhou o caso para avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Caberá a ele decidir os próximos passos, podendo solicitar novas apurações ou optar pelo arquivamento definitivo da investigação.

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