Cozinheira que trabalhou na mansão de Neymar recebeu auxílio-doença após problemas de saúde e entrou na Justiça pedindo R$ 262 mil. Ela relata jornadas de até 16 horas, sobrecarga física e falta de intervalos, além de cozinhar para até 150 pessoas por dia. O caso tramita no RJ.

Neymar Jr.
Neymar Jr.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu auxílio-doença a uma cozinheira que trabalhou na mansão do atacante Neymar Jr., em Mangaratiba (RJ), após a profissional relatar problemas de saúde decorrentes da rotina intensa de trabalho. A funcionária afirma que chegou a cumprir jornadas de até 16 horas diárias durante o período em que atuou no local.

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De acordo com documentos revelados pelo Metrópoles, a cozinheira foi afastada em novembro do ano passado após apresentar atestados médicos e recebeu o benefício por cerca de 14 dias. O início do pagamento foi registrado em 11 de dezembro de 2025, com término em 25 do mesmo mês, conforme comunicado oficial do INSS.

Problemas de saúde e esforço físico

Segundo a defesa da trabalhadora, o quadro clínico está relacionado ao esforço físico constante, especialmente ao carregar carnes e utensílios pesados. A profissional teria desenvolvido problemas na coluna e inflamação no quadril durante o período em que atuou na residência.

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Ela trabalhou entre julho e novembro, sendo contratada por uma empresa terceirizada, mas incluiu o jogador na ação judicial por ser o tomador do serviço — o que pode implicar responsabilização na Justiça do Trabalho.

Jornadas extensas e rotina intensa

A cozinheira afirma que, embora o contrato previsse expediente das 7h às 17h (e até 16h às sextas), a realidade era diferente. Segundo o processo, ela frequentemente ultrapassava o horário, chegando a trabalhar até 23h ou meia-noite, preparando refeições para o jogador e convidados.

A ação também aponta que a profissional cozinhava diariamente para até 150 pessoas, além de trabalhar em fins de semana, mesmo sem previsão contratual. Ainda de acordo com a defesa, ela não usufruía corretamente dos intervalos para descanso e alimentação.

“A reclamante não usufruiu regularmente do intervalo intrajornada”, afirma a petição.

Apesar de ter salário formal de cerca de R$ 4 mil, a cozinheira alega que recebia, em média, R$ 7,5 mil mensais, incluindo horas extras e adicionais.

Pedido de indenização

Na Justiça, a trabalhadora pede o pagamento de R$ 262 mil, valor que inclui verbas rescisórias, FGTS, horas extras, indenização por danos morais, despesas médicas e pensão.

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A defesa também sustenta que houve rescisão indireta do contrato em fevereiro deste ano, encerrando o vínculo empregatício.

Mansões e contexto

A profissional atuava em uma das propriedades do jogador em Mangaratiba, conhecida como Casa Hotel Portobello, além de um condomínio vizinho. O imóvel principal é avaliado em cerca de R$ 28 milhões e conta com ampla estrutura de lazer e hospedagem.

Procurada, a assessoria de Neymar não se manifestou sobre o caso. O processo tramita na 1ª Vara do Trabalho de Itaguaí (RJ).

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