Uma mulher identificada como Nancy Jean Trottier, de 65 anos, foi presa 45 anos após a morte da filha recém-nascida em 1981. DNA e genealogia genética ligaram a suspeita ao caso, e ela pode pegar prisão perpétua na Dakota do Norte.
Uma mulher foi presa nos Estados Unidos 45 anos após a morte da própria filha recém-nascida, em um caso que voltou a avançar graças a exames de DNA.
A suspeita, identificada como Nancy Jean Trottier, de 65 anos, foi detida na última semana e responde por homicídio qualificado contra a própria filha, no estado da Dakota do Norte, na classificação mais grave do crime.
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Morte de bebê
O caso remonta a abril de 1981, quando o corpo da bebê, posteriormente chamada pelas autoridades de “Rebecca”, foi encontrado em uma área de mata próxima ao campus da Valley City State College, universidade onde Nancy, aos 20 anos de idade, estudava na época.
A criança estava dentro de um saco plástico, com o cordão umbilical ainda preso. A autópsia concluiu que a recém-nascida havia nascido com vida e morreu por asfixia aguda, quadro compatível com sufocamento.
Mulher ‘confessa’ autoria
As investigações ficaram sem solução por décadas, até que, em 2019, o corpo da bebê foi exumado para novos exames. Com o avanço da tecnologia, a polícia utilizou genealogia genética e conseguiu chegar a possíveis parentes da vítima, entre eles Nancy.
Em depoimento prestado em 2021, ela chegou a afirmar aos investigadores que “talvez tenha sido eu”, antes de concordar em fornecer material genético.
Testes de DNA
Os testes laboratoriais concluíram, em 2023, que era trilhões de vezes mais provável que Nancy e o marido fossem os pais biológicos da criança do que qualquer outra combinação aleatória.
Além disso, vestígios genéticos compatíveis com o perfil da suspeita também foram encontrados em um pedaço de papel recolhido na cena do crime em 1981.
Mulher foi presa
Nancy passou por audiência inicial nesta semana e segue presa à disposição da Justiça. A audiência preliminar e a formalização da acusação estão marcadas para 21 de maio.
Se condenada, ela poderá receber pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
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