Um casal foi preso em Nova Iguaçu após a própria filha, uma bebê de apenas um mês, dar entrada em um hospital com ferimentos graves. A investigação apontou múltiplas fraturas, hematomas na cabeça e indícios de violência sexual, além de lesões em diferentes estágios, o que sugere agressões frequentes. A prisão foi realizada pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, após autorização judicial, e o pai já possuía histórico de tortura contra outra filha.

Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Foto:  Fernando Frazão/Agência Brasil)
Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Nesta terça-feira (14), a polícia da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) realizaram a prisão de um casal acusado de agredir brutalmente a própria filha, uma bebê de apenas um mês, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os suspeitos foram detidos por ordem judicial pelos crimes de tortura e estupro de vulnerável.

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Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Foto: Divulgação)

A ação aconteceu na unidade hospitalar onde a criança está internada, após dar entrada com ferimentos considerados gravíssimos. Relatórios médicos apontam a presença de diversas fraturas nas costelas, marcas de agressão na região da cabeça e uma lesão severa na área anal, com indícios de abuso sexual, que ainda seguem sendo apurados.

De acordo com os exames realizados, a bebê apresentava machucados em diferentes fases de cicatrização, o que reforça a suspeita de violência recorrente. O estado de saúde da criança é crítico, e ela permanece sob cuidados intensivos. As investigações também revelaram que o pai já possuía condenação anterior por torturar outra filha, o que agrava ainda mais a gravidade do caso.

Prisão dos pais após investigação

A delegada Maria Luiza Machado, responsável pela investigação, detalhou como a apuração levou à prisão dos responsáveis. Segundo ela, a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima foi acionada após a criança dar entrada em uma unidade de saúde no último domingo (13), apresentando diversos sinais de agressão.

De acordo com a delegada, os primeiros exames clínicos identificaram lesões graves em diferentes partes do corpo, incluindo fraturas nas costelas, indícios de traumas na região cerebral e alterações no fundo do olho. A presença de ferimentos em estágios distintos acendeu o alerta da equipe médica, que passou a suspeitar de um histórico contínuo de violência.

A partir da comunicação feita pelos profissionais de saúde, os agentes compareceram ao hospital e deram início às diligências. Durante a apuração inicial, também surgiram indícios de possível abuso sexual, após a constatação de alterações na região genital da criança, como vermelhidão intensa e sangramento. Com base nas evidências reunidas, a polícia representou pela prisão dos pais, que agora respondem por crimes graves enquanto o caso segue sob investigação.

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A delegada explicou que, após a suspeita inicial, equipes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima foram até a unidade de saúde para aprofundar as apurações. No local, os agentes conversaram com profissionais que acompanhavam o caso, como médica e assistente social, e constataram que a bebê não mantinha contato com outros familiares, ficando sob os cuidados exclusivos dos pais.

Ainda segundo a investigação, não foi identificada nenhuma circunstância que justificasse os ferimentos apresentados pela criança, principalmente diante da constatação de lesões em diferentes períodos, o que reforçou a hipótese de agressões contínuas.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária dos responsáveis, medida que foi autorizada de forma imediata pelo plantão judiciário. A ordem foi cumprida nesta terça-feira (14), e os investigados foram levados à delegacia, onde permanecem à disposição das autoridades.

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