O supertufão Sinlaku, que atingiu as Ilhas Marianas, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico ocidental, é considerado o ciclone tropical mais intenso do planeta em 2026 até agora. O fenômeno alcançou a categoria 5 na escala Saffir-Simpson e provocou fortes ventos, chuvas torrenciais e inundações na região.

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O supertufão Sinlaku, que atingiu as Ilhas Marianas, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico ocidental, é considerado o ciclone tropical mais intenso do planeta em 2026 até agora. O fenômeno alcançou a categoria 5 na escala Saffir-Simpson e provocou fortes ventos, chuvas torrenciais e inundações na região.

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Apesar de ocorrer a milhares de quilômetros do território brasileiro, cientistas apontam que o sistema pode contribuir para alterações climáticas globais capazes de impactar o Brasil nos próximos meses.

Tempestade atingiu força máxima no Pacífico

Imagens captadas pela NASA por meio do radiômetro VIIRS, instalado no satélite Suomi NPP, registraram o supertufão no dia 13 de abril, quando ele se aproximava das ilhas de Saipan, Tinian e Rota.

Naquele momento, os ventos atingiam cerca de 280 km/h, intensidade suficiente para classificá-lo como supertufão. Caso o fenômeno tivesse ocorrido no Oceano Atlântico, seria considerado um furacão de categoria 4 ou 5.

Na ilha de Saipan, rajadas de vento entre 160 km/h e 210 km/h foram registradas no aeroporto internacional local, que chegou a interromper a transmissão de dados durante o pico da tempestade. Também houve registros de alagamentos com metros de profundidade e queda de energia em diversas áreas.

Fenômeno pode favorecer formação do El Niño

Segundo serviços meteorológicos internacionais, o Sinlaku, junto do ciclone tropical Maila, pode contribuir para impulsionar a formação do fenômeno climático El Niño ainda em 2026.

Isso ocorre porque sistemas tropicais intensos podem ajudar a deslocar grandes volumes de água quente no Oceano Pacífico, empurrando essa massa térmica da região entre o Havaí e Nova Guiné em direção ao leste, mais próximo da América do Sul.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais e subsuperficiais do Pacífico Equatorial, alterando a distribuição de calor e umidade em diversas partes do planeta.

Possíveis efeitos no Brasil

De acordo com previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há entre 62% e 80% de probabilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre deste ano. Quando o fenômeno se instala, os impactos costumam variar entre as regiões brasileiras. No Norte e em parte do Nordeste, é comum o aumento do risco de estiagens e períodos de seca mais prolongados.

Já no Sul do país, o padrão climático costuma favorecer chuvas mais intensas e volumes acima da média, elevando a possibilidade de enchentes e eventos climáticos extremos. O fenômeno recebe o nome por causa de pescadores do Peru e do Equador, que observaram a presença de águas mais quentes no litoral no período do Natal e passaram a associá-lo ao “Menino Jesus”, origem do termo em espanhol.

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