Mulher relata ter sido obrigada a tatuar diversas vezes o nome do companheiro enquanto era mantida em cárcere privado por quatro meses, em Santa Catarina. Marcas foram feitas em diferentes partes do corpo, inclusive no pescoço. Ela conseguiu fugir após o dentista tomar remédio para dormir.
A Polícia Civil investiga um caso de violência extrema envolvendo um dentista preso suspeito de manter a companheira em cárcere privado e obrigá-la a fazer diversas tatuagens com o nome dele pelo corpo. A vítima, de 39 anos, conseguiu fugir após quatro meses de agressões e revelou detalhes das marcas permanentes que foi forçada a carregar.

Dentista foi preso em Itapema (SC), após mulher conseguir fugir
Tatuagens espalhadas pelo corpo
De acordo com as investigações, a mulher foi obrigada a fazer pelo menos 10 tatuagens com o nome do agressor em diferentes partes do corpo. As marcações não foram feitas de forma isolada ao longo do tempo: em um único dia, ela teria sido forçada a realizar nove tatuagens seguidas.
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Os registros indicam que as tatuagens foram distribuídas estrategicamente pelo corpo, incluindo regiões visíveis, como o pescoço, o que dificultava que fossem escondidas. A repetição do nome do suspeito em vários locais reforça, segundo a polícia, a intenção de controle e dominação sobre a vítima.

Padrão de violência e controle
As tatuagens tinham sempre o mesmo conteúdo: o nome do dentista. Para os investigadores, isso demonstra um padrão de violência psicológica, no qual o agressor buscava marcar a mulher de forma permanente.

Em depoimento, o tatuador responsável afirmou não saber que a vítima estava sendo coagida. Segundo a polícia, ela foi obrigada a mentir, dizendo que os desenhos seriam um “presente de casamento”, para justificar a quantidade e a repetição das tatuagens.

Além das marcas, a vítima apresentava diversos ferimentos pelo corpo, resultado de agressões físicas constantes. Ela também era mantida sob vigilância, sem acesso a celular, internet ou contato com familiares.

Cárcere privado e fuga
O caso ocorreu em Itapema, no litoral de Santa Catarina, onde a mulher foi mantida em cárcere privado por cerca de quatro meses. Durante esse período, ela teria sido submetida a um ciclo contínuo de violência física, psicológica e ameaças de morte.
A fuga aconteceu no início de abril, quando o suspeito ingeriu medicamentos para dormir. Aproveitando o momento, a vítima deixou a casa sem levar pertences e seguiu para o Rio Grande do Sul, onde procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência.
Investigação e prisão
O dentista, de 40 anos, foi preso preventivamente durante operação policial. Segundo as autoridades, ele possui antecedentes por violência doméstica contra outras ex-companheiras, com relatos semelhantes de agressões, controle e isolamento.
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Durante as buscas, foram apreendidas armas de fogo, dispositivos eletrônicos e pertences da vítima. O suspeito permaneceu em silêncio durante o interrogatório.
O caso segue em investigação e é tratado como cárcere privado, lesão corporal e violência doméstica.
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