Estudante da USP, Igor Amazonas, de 23 anos, desapareceu após ir lutar na guerra na Ucrânia. Família recebeu informação oficial de desaparecimento, mas há relatos de que ele teria morrido no front.

Igor Amazonas, aluno de direito da USP desaparece lutando na Guerra da Ucrânia - Foto: Reprodução/Edson Holanda
Igor Amazonas, aluno de direito da USP desaparece lutando na Guerra da Ucrânia - Foto: Reprodução/Edson Holanda

Um estudante da Universidade de São Paulo (USP), da tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco, está desaparecido após ter ido lutar na guerra na Ucrânia.

De acordo com a família, Igor de Aguiar Amazonas, de 23 anos, não é visto desde o dia 4 de abril, quando participou de um combate no front.

Informação oficial e dúvidas da família

Segundo a mãe do jovem, Dolores Amazonas, a Embaixada do Brasil na Ucrânia informou, por e-mail, que ele está oficialmente desaparecido.

“Esse desaparecimento teria ocorrido no dia 4 de abril. No entanto, por outras fontes, recebi a informação de que ele faleceu”, afirmou.

Ainda conforme o relato, o corpo não teria sido resgatado por conta das dificuldades de acesso à região de combate, o que mantém o status como desaparecido.

Notas de pesar e confirmação diplomática

Pessoas próximas à família e um grupo de estudos da faculdade publicaram notas de pesar nesta semana, tratando o caso como falecimento.

Fontes diplomáticas confirmaram que Igor está registrado oficialmente como desaparecido.

Trajetória acadêmica e liderança

Natural de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, o estudante tinha histórico de destaque acadêmico.

Segundo a mãe, ele foi aprovado duas vezes na USP sem cursinho. Inicialmente, ingressou no curso de Administração em Ribeirão Preto, onde chegou a presidir o centro acadêmico.

Posteriormente, decidiu mudar de área e foi aprovado em Direito no Largo São Francisco.

Decisão de ir à guerra

Em 2024, ano em que entrou na faculdade de Direito, Igor passou a integrar o grupo de extensão “Nexo Governamental 11 de Agosto”, voltado ao estudo dos Três Poderes.

De acordo com colegas, ele comunicou que iria para a guerra com o objetivo de “se tornar melhor enquanto ser humano”.

A presidente do grupo, Liliane Castro dos Santos, destacou que o jovem era participativo e alegre.

Relato da mãe

Em meio à incerteza, a mãe descreveu o filho como alguém de grande sensibilidade e liderança.

“O mundo pode chamá-lo de herói pela coragem, mas eu o chamo de herói pelo coração. A dor da ausência é imensa, mas o amor que nos une é eterno”, declarou.

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