O PT publicou nesta quinta-feira (17) um vídeo nas redes sociais onde acusa o senador Flávio Bolsonaro de ligação indevida com o Banco Master.

Flávio Bolsonaro ((Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Flávio Bolsonaro ((Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O perfil do PT (Partido dos Trabalhadores) publicou nesta quinta-feira (16), um vídeo nas redes sociais onde associa o Banco Master ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Foto: Reprodução)

A publicação foi feita no X (antigo Twitter), após a prisão do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa.

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O vídeo apresenta trechos de reportagens que investigavam o financiamento de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões, comprada pelo senador em 2021, quando Costa era mandatário do banco.

Na época, Flávio Bolsonaro pagou R$ 2,87 milhões à vista, parcelando os R$ 3,1 milhões restantes em 360 meses no próprio BRB, com taxa de juros nominal de 3,65% ao ano. O caso levantou suspeita principalmente pelo juros abaixo do valor de mercado, praticado na época em torno dos 4,52%, inflação registrada ao longo do ano anterior.

Prisão de ex-presidente

Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16), em Brasília, no âmbito de mais uma fase da Operação Compliance Zero.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-dirigente foi encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal.

Suspeita de propina em imóveis

Segundo informações preliminares, a investigação apura o pagamento de propina envolvendo negociações entre o BRB e o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, com a compra de seis imóveis avaliados em cerca de R$ 140 milhões.

Os bens incluem quatro propriedades em São Paulo e duas em Brasília. A suspeita é de que os imóveis tenham sido utilizados para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas, com uso de empresas de fachada.

Esquema para burlar controles

De acordo com as apurações, os investigados teriam estruturado um sistema de “compliance paralelo” para driblar mecanismos internos de controle do banco.

A Polícia Federal aponta que o esquema envolvia práticas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além de possíveis crimes financeiros e organização criminosa.

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