Samuel Frota saiu do Ceará para trabalhar na Inglaterra, mas foi encontrado morto meses depois. A família relata ameaças, falta de pagamento e cobra respostas das autoridades.

Samuel de Souza Frota, morto na Inglaterra
Samuel de Souza Frota, morto na Inglaterra

Samuel de Souza Frota, de 23 anos, tinha planos de mudar de vida quando deixou o Ceará rumo à Inglaterra. O convite veio de um amigo, com a promessa de trabalho no exterior e uma rotina mais estável. O que parecia ser uma oportunidade acabou se transformando em um caso cercado de dúvidas e um desfecho trágico.

O jovem foi encontrado morto no último domingo (12), em uma linha férrea na cidade de Warrington, próxima a Liverpool. A família foi informada oficialmente dias depois e, desde então, busca entender o que aconteceu.

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Samuel de Souza Frota. Foto: Instagram

Antes da viagem, Samuel levava uma vida comum no Brasil. Em uma rede social profissional, se apresentava como vendedor de uma marca de roupas. A ida para a Europa representava uma tentativa de crescimento pessoal e financeiro, algo que ele compartilhava com pessoas próximas.

No entanto, ao chegar ao país, a realidade teria sido bem diferente do combinado. Segundo familiares, o trabalho prometido não foi cumprido, e Samuel passou a atuar em outra função, distante do que havia sido acordado inicialmente.

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Com o passar do tempo, surgiram novos problemas. De acordo com relatos da família, o jovem deixou de receber pelos serviços e passou a enfrentar pressão psicológica. Ao questionar a situação com a agência responsável, teria sido ameaçado.

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A situação se agravou nos dias que antecederam a morte. Samuel chegou a relatar dificuldades financeiras e insegurança. Pouco antes de ser encontrado, ele também desativou suas redes sociais, o que aumentou a preocupação de familiares.

O caso repercutiu na imprensa britânica. Segundo o jornal Warrington Guardian, equipes de emergência foram acionadas após relatos de uma pessoa nos trilhos da ferrovia na região de Winwick. O corpo foi localizado no local, mas as circunstâncias ainda não foram esclarecidas.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte, nem indicação se houve crime. A advogada da família informou que busca acesso completo aos documentos e pretende solicitar exames mais detalhados para esclarecer os fatos.

O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso por meio do consulado brasileiro, enquanto órgãos do Ceará prestam apoio à família. Nas redes sociais, parentes cobram respostas e pedem justiça.

A família ainda aguarda informações mais detalhadas das autoridades e tenta viabilizar o traslado do corpo para o Brasil. O caso segue em investigação, sem prazo definido para conclusão.

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