A morte do pai de Ana Paula Renault trouxe à tona o caso de Cida Moraes, que em 2002 também viveu uma experiência antes de saber da perda da irmã. Em entrevista exclusiva, Cida detalha como recebeu a notícia na época que estava confinada e incentiva Ana Paula a dedicar sua participação ao pai. O relato de ambas as participantes coincide no aspecto de terem ouvido vozes de entes queridos já falecidos.

Cida Moraes e Ana Paula Renault - Reprodução: Redes Sociais
Cida Moraes e Ana Paula Renault - Reprodução: Redes Sociais

A reta final do Big Brother Brasil 26 está sendo marcada por um momento atípico de profunda reflexão e memória com a notícia do falecimento de Gerardo Renault, aos 96 anos, pai de Ana Paula Renault, finalista do reality show.

Ao ser comunicada pela produção, a jornalista optou por permanecer na disputa, que encerra na próxima terça-feira (21). Em um desabafo ao colega Juliano Floss, Ana Paula revelou ter vivenciado uma experiência incomum antes de receber a notícia: ela afirmou ter ouvido a voz de sua mãe, falecida há mais de três décadas.

Ana Paula Renault no BBB 26. Foto: Reprodução/Globo.

O relato de Ana Paula gerou uma memória entre o público do programa, remetendo ao que ocorreu na segunda edição do reality, em 2002. Na ocasião, Cida Moraes também afirmou ter ouvido a voz da irmã chamando seu nome no jardim da casa enquanto tomava banho de sol, justamente no dia em que sua irmã, Glória Maria, faleceu em decorrência de um câncer.

O portal Bacci Notícias conversou com Cida, que relembrou os detalhes daquele dia e comentou a situação enfrente por Ana Paula Renault.

“Ao relembrar o momento da morte da minha irmã foi da seguinte maneira: Eu estava pegando sol e eu ouvi ela me chamando, uma duas vezes eu fui atrás e perguntei para outra integrante do Big Brother, a Thaís, perguntei para outros integrantes e ninguém tinha escutado nada. Daí eu comecei a concluir que era minha irmã fazendo a passagem, quando eu sai, minha irmã estava bem, ela tinha tido um câncer de mama, ela estava em observação. Mas, enfim, é muito doloroso, a gente sentir a perda de um ente querido, eu senti muito, assim, um frio na coluna, fiquei muito, mas, muito triste”, explicou a ex-BBB.

Assista o vídeo:

A confirmação da morte da irmã veio pouco tempo depois. No confessionário, com o então apresentador Pedro Bial, Cida não ficou surpresa com o comunicado devido à situação que havia acontecido no jardim.

“Bem como o Bial me chamou no confessionário para falar que minha irmã tinha feito a passagem, eu já sabia, ele até ficou surpreso. Ele perguntou: ‘Cida você quer sair para acompanhar sua família?’. Quando eu tinha entrado no programa, tinha conversado com minha irmã dizendo que era uma questão de honra, mesmo que não fosse a ganhadora, e, por isso não passou em momento algum na minha cabeça de desistir por ela”, afirmou.

Cida Moraes também observou as mudanças no tratamento de situações de luto dentro do programa ao longo das edições. Ela ressaltou que, em sua época, o formato ainda era muito novo e não havia precedentes para lidar com perdas familiares.

“Na minha época quando houve o falecimento da minha irmã, eles não sabiam nem como dar essa notícia para um integrante do Big Brother. Então, eles não sabiam como isso iria acontecer, como isso iria repercurtir, mas, da mesma maneira bacana que eles tiveram comigo eles trataram de maneira muito carinhosa com ela”, pontuou.

Ao comentar o luto enfrentado por Ana Paula Reanult às vésperas da final, Cida demonstrou empatia pela dor da colega e ofereceu uma mensagem de incentivo.

“A dor é individual para cada uma. Mas, é uma dor horrível, porque a gente está num confinamento, a Ana Paula deve estar despedaçada e é muito triste a gente perder uma pessoa que a gente ama muito. Dedique sua vitória para o seu pai”, finalizou a ex-BBB.

Assista a entrevista na íntegra:

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