O cantor MC Poze do Rodo declarou não ter aliança com facções criminosas, e por isso foi transferido de presídio nesta quarta-feira (22).

Cantor declarou não ter alianças (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Cantor declarou não ter alianças (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O cantor MC Poze do Rodo foi transferido de presídio na manhã desta quarta-feira (22) depois de mudar sua versão sobre aliança com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

MC Poze foi transferido (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

MC Poze foi transferido (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O artista se autodeclarou neutro, ou seja, sem vínculo com nenhuma organização, e foi levado até o Presídio Joaquim Ferreira de Souza, anexo de Bangu 8 (Presídio Pedrolino Werling de Oliveira). Antes, ele estava detido no Bangu 1, também no Complexo de Gericinó.

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MC Poze transferido

MC Poze havia sido detido no primeiro edifício justamente por ter declarado ligação com o Comando Vermelho.

Com a mudança, ele passou a ser mantido em uma ala de segurança máxima identificada como uma ‘cadeia VIP’, e livre de faccionados.

Operação Narco Fluxo

O funkeiro foi detido no Rio de Janeiro na Operação Narco Fluxo, deflagrada em 15 de abril, que também levou à prisão de MC Ryan SP, influenciadores digitais e empresários ligados ao setor de entretenimento.

A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a PF, movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em cerca de dois anos. O grupo é suspeito de utilizar atividades como apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico de drogas para gerar recursos que depois eram incorporados ao circuito formal da economia por meio de empresas, shows e contratos ligados ao meio artístico.

Prisões e atividade suspeita

No caso de MC Poze, a investigação aponta que o artista fazia parte da engrenagem financeira do grupo, sendo beneficiário de valores que circulavam dentro da estrutura. Ele foi preso em sua residência de luxo na Zona Oeste do Rio de Janeiro e transferido para o sistema prisional após audiência de custódia.

A operação nacional cumpriu 39 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão em pelo menos oito estados e no Distrito Federal, com apoio de forças estaduais. Ao todo, 33 pessoas foram presas e seis permanecem foragidas, segundo o balanço mais recente das autoridades.

Facção estruturada

A estrutura investigada operava com um modelo considerado sofisticado pelos investigadores. Artistas e influenciadores funcionavam como uma espécie de “escudo”, ajudando a dar aparência de legalidade a transações milionárias. O dinheiro era pulverizado em diferentes frentes, com uso de empresas, intermediários, dinheiro em espécie e criptomoedas para dificultar o rastreamento.

Outro ponto central da investigação é a possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Federal aponta que integrantes da facção teriam injetado recursos no esquema, principalmente oriundos de apostas ilegais, que depois eram redistribuídos por meio de atividades ligadas ao entretenimento.

MC Poze e famosos presos

Além de MC Poze e MC Ryan, a operação também prendeu o influenciador Chrys Dias e o responsável pela página Choquei, Raphael Sousa Oliveira. Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, armas, joias, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. Só em carros, os valores chegam a cerca de R$ 20 milhões, segundo a PF.

As investigações continuam, com análise de material apreendido e rastreamento de contas bancárias e digitais. Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato e evasão de divisas.

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