A avó do funkeiro MC Ryan SP, Vera Lúcia Santana, se manifestou após ser citada nas investigações da Polícia Federal que apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Apontada como possível intermediária em operações financeiras e societárias, ela negou qualquer participação nas irregularidades e afirmou não ter envolvimento com as atividades investigadas.

Vera Lucia (Reprodução/Redes Sociais)
Vera Lucia (Reprodução/Redes Sociais)

A avó do funkeiro MC Ryan SP, Vera Lúcia Santana, negou qualquer participação no suposto esquema de lavagem de dinheiro que resultou na prisão do artista. A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que ela teria tido envolvimento em ações de proteção patrimonial e na estruturação de empresas usadas para movimentação financeira.

Veja mais notícias

Vera Lucia (Reprodução/Redes Sociais)

De acordo com os autos, Vera Lúcia mantém relacionamento com Tiago de Oliveira, apontado como braço direito e responsável pela gestão financeira ligada ao cantor. Ambos vivem em um imóvel localizado na Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo, que, segundo os investigadores, funcionaria como uma espécie de base administrativa das empresas associadas ao grupo.

A apuração indica ainda que o endereço era utilizado como ponto estratégico para a organização das atividades financeiras investigadas. Apesar das suspeitas levantadas, Vera Lúcia nega as acusações e nega qualquer ligação com os crimes atribuídos ao neto.

“Não sou acusada de nada, não devo nada para ninguém. Eu administro sim [o restaurante do MC Ryan], mas lá é tudo certinho. Não tem nada de errado lá”, afirmou, onde aguarda a possível soltura do MC após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Suposta participação em negócios

Segundo a investigação da Polícia Federal, Vera Lúcia Santana, avó do funkeiro MC Ryan SP, teria sido inserida em diferentes estruturas empresariais ligadas ao grupo como forma de suposta intermediação patrimonial. As apurações indicam que ela passou a figurar como sócia em negócios que estariam sob suspeita, incluindo o restaurante Bololô e a empresa Bololô Eventos e Transportes.

De acordo com os investigadores, a mudança societária ocorreu após um dos estabelecimentos ser alvo de buscas da Polícia Civil, em uma ação que apurava possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital e a realização de rifas consideradas ilegais. Logo após a operação, a participação de Ryan no negócio teria sido transferida para a avó, que passou a concentrar a maior parte das cotas.

O relatório também aponta que Vera Lúcia teria sido utilizada como intermediária financeira dentro da estrutura investigada, atuando em movimentações consideradas atípicas. Segundo a PF, contas bancárias em seu nome teriam sido usadas para transitar valores oriundos das empresas, funcionando como ponto de passagem para recursos destinados a outros integrantes do esquema.

Leia também:

STJ concede habeas corpus a MC Ryan SP

O Superior Tribunal de Justiça determinou a concessão de habeas corpus ao funkeiro MC Ryan SP, decisão que também beneficia os demais investigados presos durante a Operação Narco Fluxo. Ao todo, 32 pessoas foram alcançadas pela medida, incluindo MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira.

Na decisão, o tribunal apontou irregularidades na decretação das prisões temporárias, classificando a medida como ilegal. O entendimento foi de que houve extrapolação do prazo inicialmente solicitado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

MC Ryan (Reprodução/Redes Sociais)

Segundo o advogado Alexander Neves Lopes, especialista em Processo Penal, a prisão temporária é um instrumento cautelar utilizado para garantir o andamento das apurações. No entanto, neste caso, o pedido original previa um período mais curto de detenção, que poderia ser renovado por igual prazo, enquanto a decisão judicial acabou estabelecendo um tempo significativamente superior ao requerido, o que motivou a concessão do habeas corpus.

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas