Os irmãos Ágatha (6 anos) e Allan (4 anos) completaram 110 dias desaparecidos nesta sexta-feira (23). Eles sumiram em 4 de janeiro no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA). A Polícia Civil ainda não tem informações concretas e a mãe das crianças vive uma rotina de angústia e buscas incessantes por respostas.
Na sexta-feira (23), completou exatos 110 dias desde o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos. O caso, que parou o Maranhão, ocorreu no dia 4 de janeiro de 2026, no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, localizado na zona rural de Bacabal.
As crianças foram vistas pela última vez quando saíram de casa para brincar na própria comunidade. O sumiço repentino mobilizou moradores e autoridades em buscas intensas pela região de mata e arredores do povoado, mas até agora, o esforço não resultou em qualquer indício que levasse ao paradeiro dos irmãos.

Clarice, mãe das crianças desaparecidas em Bacabal, denuncia perfis falsos e pede respeito nas redes sociais. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Investigação sem Respostas Concretas
Apesar do tempo transcorrido, a Polícia Civil do Maranhão ainda não possui informações sólidas que possam esclarecer o que aconteceu com Ágatha e Allan. O silêncio das investigações angustia a comunidade e levanta questionamentos sobre a segurança na zona rural do município. Até o momento, nenhuma linha de investigação foi confirmada como definitiva pelas autoridades.
A ausência de “notícias concretas” é o que mais castiga a família. Segundo informações colhidas com a equipe de investigação, diversas frentes foram apuradas, mas o caso permanece em um impasse desafiador para a perícia e para os agentes que cuidam do sumiço dos irmãos quilombolas.
A dor da família e o apelo da mãe
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, utiliza suas redes sociais para manter viva a busca pelos filhos. Vivendo dias de incerteza e dor profunda, Clarice compartilha a angústia de não saber se os filhos estão bem ou o que de fato ocorreu naquela tarde de janeiro.
Buscas e Mobilização Comunitária
Desde as primeiras horas do desaparecimento, a mobilização no povoado foi total. Equipes do Corpo de Bombeiros, policiais e voluntários vasculharam áreas de difícil acesso, poços e propriedades vizinhas. No entanto, o fator tempo joga contra as equipes, e a cada dia que passa, o mistério se torna mais complexo para as autoridades de Bacabal.
A Polícia Civil reforça que qualquer informação, por menor que seja, pode ser crucial para resolver o caso. Canais de denúncia anônima continuam abertos, mas a falta de testemunhas presenciais no momento exato do sumiço dificulta a reconstrução dos últimos passos de Ágatha e Allan antes de desaparecerem da vista de todos.
Situação Atual do Caso
No momento, o desaparecimento dos irmãos segue como um dos casos mais intrigantes e dolorosos da segurança pública maranhense em 2026. A Polícia Civil mantém o inquérito aberto e afirma que não descansará até que as crianças sejam localizadas. Enquanto isso, Bacabal completa mais uma semana marcada pela pergunta que ainda não tem resposta: onde estão Ágatha e Allan?
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