O delegado Claudio Messias Alves detalhou, em entrevista coletiva, a prisão de Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, autor confesso do assassinato da jovem Geniane Pereira, amiga de sua filha.

 (Foto: Redes sociais)
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O delegado Claudio Messias Alves detalhou, em entrevista coletiva, a prisão de Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, autor confesso do assassinato da jovem Geniane Pereira, amiga de sua filha.

Cleomar Gomes e Geniane Pereira (Foto: Reprodução)

O crime, que chocou a cidade de Pontal, teve como motivação a recusa da vítima em manter um relacionamento com o suspeito. Ele foi localizado e preso na quarta-feira (29), no centro de Ribeirão Preto.

Segundo a polícia, no momento da abordagem, o homem tentou dificultar a identificação.

Ele simulou não lembrar o próprio nome e tentou aparentar confusão sobre o crime”, explicou o delegado.

Confissão e versões contraditórias

Ainda durante os procedimentos, o suspeito abandonou a versão de perda de memória e confessou o assassinato. De acordo com o delegado, Cleomar apresentou justificativas que não se sustentam diante das investigações:

Ele confessa que matou, mas conta histórias que, ao que nos parece, não procedem. A gente já imaginava que ele fosse tentar arrumar alguma justificativa”, afirmou.

O investigado chegou a alegar que a vítima o teria provocado, argumento rechaçado pela polícia.

Histórico de assédio e motivação

As apurações indicam que o suspeito já vinha assediando a jovem antes do crime. Testemunhas, incluindo a própria filha, confirmaram o comportamento. O delegado destacou a visão distorcida do autor:

“Ele entendia que, pelo fato de a jovem estar hospedada na casa dele, ela seria propriedade dele. Não era um relacionamento, ele achava que ela tinha que ceder aos assédios.”

Ainda segundo a investigação, há indícios de ciúmes por parte do suspeito.

Declaração chamou atenção

Durante a prisão, Cleomar afirmou estar arrependido e disse que “vai passar o resto da vida na cadeia”. Em outra fala, que chamou a atenção dos investigadores, ele declarou estar “agradecido” por ter sido preso, alegando que pretendia tirar a própria vida.

A filha do suspeito foi ouvida como testemunha e confirmou a linha investigativa. Outras pessoas ainda devem prestar depoimento.

“Pretendemos ouvir mais testemunhas. Ele está com prisão temporária de 30 dias e ficará à disposição da Justiça”, disse o delegado.

Entenda o caso

De acordo com a investigação, o suspeito, identificado como Cleomar, passou a apresentar comportamento obsessivo após se interessar pela vítima.

Segundo o delegado Claudio Messias, ele já havia feito investidas rejeitadas e demonstrava sinais de ciúmes e agressividade.

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O ataque aconteceu em via pública: armado com uma faca, o homem surpreendeu Geniane e a atingiu com diversos golpes, ao menos nove facadas. A jovem chegou a ser socorrida e levada à Santa Casa de Pontal, mas não resistiu aos ferimentos.

Testemunhas afirmam que o suspeito teria esperado pelas jovens em um ponto do trajeto que elas faziam diariamente. Mesmo usando capuz, ele foi reconhecido. Ao avistar Geniane, chamou a jovem por um apelido e iniciou o ataque sem dar chance de defesa. A amiga da vítima presenciou toda a cena.

Caso é tratado como feminicídio

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e segue em busca do suspeito, que fugiu após o crime. Geniane e a amiga eram naturais de Turmalina (MG) e haviam se mudado recentemente para São Paulo em busca de trabalho.

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