Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, revelou que o avô da menina, que morreu aos cincos anos, teve participação no crime. Caso aconteceu em 2008.
Madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá deu novos detalhes chocantes que mudaram o rumo da investigação sobre a morte da criança de cinco anos, em 2008.

(Foto: Reprodução)
Durante o momento que esteve em cárcere, por participação no crime, a madrasta afirmou que o sogro, Antônio Nardoni, participou diretamente da execução do crime.
A denúncia foi apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington (EUA), e protocolada pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, presidida por Agripino Magalhães.
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Denúncia da família
Ainda conforme a denúncia, Anna teria declarado que o pai de Alexandre Nardoni contribuiu para a construção de um álibi e, possivelmente, incentivou o desfecho que resultou na morte da criança.
O depoimento também aponta que Isabella ainda apresentava sinais vitais no momento em que foi jogada da janela do apartamento.
Demora para revelação
A policial penal teria afirmado, ainda, que Anna permaneceu em silêncio ao longo dos anos por depender financeiramente do sogro, assim como outros membros de sua família.
A associação autora da denúncia sustenta que houve omissão por parte do Judiciário brasileiro na apuração dessas informações e já havia levado questionamentos semelhantes ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Sentença de prisão
A entidade agora solicita a adoção de medidas cautelares, entre elas a prisão de Antônio Nardoni para investigação de crime hediondo, o acompanhamento presencial do caso por representantes do órgão e a proteção à testemunha responsável pelo depoimento.
Antônio Nardoni negou qualquer envolvimento no crime. A defesa informou que ele pretende adotar medidas judiciais contra a autora das declarações.
Relembre o caso
Isabella Nardoni morreu em 2008, aos cinco anos, após ser jogada do sexto andar de um prédio, na zona norte de São Paulo.
O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo crime e atualmente cumprem pena em regime aberto.
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