MC Ryan SP foi transferido para penitenciária em Mirandópolis após prisão em operação que investiga esquema bilionário. Defesa nega envolvimento do cantor, que detalhou sua estrutura financeira à polícia.
O funkeiro MC Ryan SP foi transferido para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior de São Paulo, após deixar o Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste da capital. A mudança ocorreu na manhã da última quinta-feira (30).

MC Ryan SP e Chrys Dias, presos por lavagem bilionária de dinheiro, tem contas derrubadas no Instagram — Foto: Reprodução: Instagram
O artista havia sido preso no dia 15 de abril durante uma operação de grande porte que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais. Até então, ele permanecia detido no CDP do Belémzinho.
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Transferência sem detalhamento oficial
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não informou oficialmente os motivos da transferência. A defesa do cantor, representada pelo advogado Felipe Cassimiro, também não se manifestou sobre a mudança até o momento. Em posicionamentos anteriores, os advogados negaram qualquer envolvimento do artista em atividades ilícitas.
Prisão ocorreu durante festa no litoral
A prisão de Ryan aconteceu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Na mesma operação, também foram detidos o cantor MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, além de outros investigados.
Segundo a apuração, o grupo utilizaria o setor de entretenimento e as redes sociais para integrar atividades ilegais, como tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais, associando essas práticas à imagem de influenciadores com grande alcance.
Estrutura financeira foi detalhada
Durante interrogatório, MC Ryan SP apresentou detalhes sobre sua estrutura financeira. Ele afirmou ser proprietário de empresas ligadas à sua carreira artística, incluindo uma voltada ao agenciamento de artistas, além de uma produtora musical e uma holding patrimonial.
De acordo com o cantor, essas empresas concentram receitas provenientes de shows, publicidade e direitos autorais. Ele também declarou possuir imóveis de alto valor, como residência própria, apartamentos e uma chácara em Goiás, além de veículos de luxo — todos, segundo ele, devidamente declarados no imposto de renda.
Negação de irregularidades
O funkeiro afirmou não ter conhecimento sobre operações com dinheiro em espécie ou criptoativos, nem participação em esquemas envolvendo “laranjas” ou transporte irregular de valores.
Sobre transferências financeiras, explicou que repasses a terceiros ocorrem por questões operacionais, como pagamento de despesas de produção musical, funcionando como reembolso a colaboradores.
A investigação segue em andamento e apura a possível existência de um esquema estruturado para movimentação de recursos ilícitos por meio da indústria do entretenimento digital.
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