O caso de Benício Xavier, de 6 anos, que morreu após receber uma dose incorreta de adrenalina em um hospital particular de Manaus, segue sob investigação e ganhou novos desdobramentos após reportagens exibidas pelo Fantástico. As apurações da Polícia Civil do Amazonas apontam possíveis falhas no atendimento e ampliam o número de pessoas responsabilizadas pelo caso, incluindo profissionais da saúde e diretores da unidade.

 Benício (Foto: Divulgação)
Benício (Foto: Divulgação)

Neste domingo (3) o Fantástico irá revelar detalhes da investigação sobre a morte de Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida em um hospital particular de Manaus. A criança faleceu após receber uma aplicação inadequada de adrenalina diretamente na veia.

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Benício (Foto: Divulgação)

De acordo com as apurações, além da médica responsável pela prescrição equivocada e da profissional de enfermagem que administrou adrenalina, a polícia também apontou a responsabilidade de dois diretores da unidade de saúde no caso. A investigação busca esclarecer todas as circunstâncias que levaram ao erro e à morte do menino.

Médica atribui erro a instabilidade

De acordo com a Polícia Civil, a médica Juliana afirmou que possíveis falhas no sistema utilizado pelo Hospital Santa Júlia podem ter contribuído para o erro na prescrição.

Uma funcionária da unidade, identificada como Nilda de Souza Evangelista, relatou que a plataforma usada para registrar e acompanhar os atendimentos apresenta instabilidades em determinados momentos. Segundo ela, quando isso ocorre, os profissionais passam a anotar as informações manualmente, em papel, para posteriormente inseri-las no sistema digital.

Na última quinta-feira (4), a médica e a técnica de enfermagem Raiza Paiva, responsável pela aplicação do medicamento em Benício, participaram de uma acareação, ficando frente a frente durante o procedimento.

Médica muda depoimento e revela verdadeiro culpado pela morte de Benício (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Além disso, mensagens divulgadas revelam uma versão diferente dos fatos. Em conversas, a médica teria admitido a um colega que cometeu erros em mais de um momento ao realizar a prescrição do medicamento.

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Relembre o caso

Benício foi encaminhado ao Hospital Santa Júlia no dia 22 de novembro de 2025, apresentando tosse seca e quadro suspeito de laringite. De acordo com relatos da família, o atendimento incluiu indicação de lavagem nasal, uso de soro, administração de xarope e três aplicações de adrenalina por via intravenosa, com doses de 3 ml em intervalos de 30 minutos, realizadas por uma profissional de enfermagem.

Após as aplicações, o estado do menino se agravou rapidamente. Ele passou a apresentar palidez, extremidades arroxeadas e relatou sensação intensa de desconforto, afirmando que “o coração estava queimando”. Diante da piora, foi levado à unidade de terapia intensiva, onde sofreu paradas cardíacas.

A família permaneceu no hospital por cerca de 14 horas acompanhando o atendimento. Imagens exibidas pelo Fantástico mostram momentos de espera e também parte dos procedimentos realizados durante a tentativa de estabilização da criança.

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