O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não estar satisfeito com o andamento das negociações envolvendo o Irã, após recentes conversas e propostas diplomáticas em busca de um acordo de paz. Segundo ele, apesar de avanços pontuais, ainda há impasses significativos entre as partes, o que dificulta um entendimento final.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não estar satisfeito com o atual cenário envolvendo o Irã após conversas telefônicas com representantes do governo iraniano e rodadas recentes de negociações bilaterais voltadas à construção de um acordo de paz.

Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)
Segundo o Trump, o país enfrenta um quadro de instabilidade política interna: “Irã não sabe mais quem são seus líderes, estão muito confusos e a liderança não se dá bem, há tremenda discordância”, afirmou ele a repórteres na Casa Branca, embora tenha ressaltado que ainda quer chegar a um “bom acordo” com Teerã.
Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que o governo iraniano estaria passando por um momento de desorganização política e falta de consenso entre seus dirigentes, o que gera, segundo ele, um cenário de confusão interna. Apesar das críticas, o ex-presidente reforçou que ainda mantém o interesse em alcançar um “bom acordo” com Teerã.
“Estávamos avançando e próximos de um acordo, mas vieram representantes de uma ala que apoia armas nucleares e a conversa desandou. Não sei se algum dia chegaremos lá em um acordo”, disse.
Presidente volta a adotar tom de ameaça
Segundo Donald Trump, todos os segmentos da liderança iraniana, incluindo grupos mais radicais, demonstrariam interesse em avançar para um acordo. No entanto, ele afirmou que há divergências significativas entre essas alas, com exigências distintas que não se alinham aos termos propostos pelos Estados Unidos, o que estaria dificultando o progresso das negociações.
O republicano também voltou a adotar um tom duro em relação ao Irã, afirmando que a relação pode seguir por dois caminhos extremos. Em declaração, disse que “ou vamos destruí-los ou fazemos um acordo”, reforçando a pressão sobre o governo iraniano no contexto das tratativas diplomáticas.
Questionado sobre a capacidade militar norte-americana, Trump afirmou que o país mantém níveis elevados de armamentos e que suas forças armadas permanecem preparadas.
Ele acrescentou ainda que os Estados Unidos estariam “a caminho de uma vitória” no cenário envolvendo o Irã e mencionou que o bloqueio do estreito de Ormuz segue em vigor, sem dar detalhes adicionais sobre a operação.
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Trump fala em longo prazo
Donald Trump afirmou que uma eventual retirada do país do cenário iraniano poderia levar décadas até uma reconstrução interna do Irã, estimando um prazo superior a 20 anos para a recuperação da nação. Apesar disso, ele declarou que Washington ainda não está totalmente satisfeito com as operações em curso na região.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de novos ataques contra Teerã, Trump evitou dar detalhes e desconversou ao ser indagado, respondendo de forma direta: “Por que eu falaria sobre isso?”.
O republicano também fez críticas a países europeus, citando especificamente Itália e Espanha. Segundo ele, não estaria satisfeito com a posição adotada por ambos em relação ao conflito no Irã, acusando-os de terem uma postura que, em sua avaliação, favorece o desenvolvimento de armamentos nucleares por Teerã.
Apesar das críticas, Trump indicou a possibilidade de participar da próxima reunião do G7, sinalizando presença no encontro internacional.
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