O senador Magno Malta (PL-ES) foi acusado de agredir uma técnica de enfermagem durante uma internação em Brasília. O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal na noite de quinta-feira (30).
O senador Magno Malta (PL-ES) foi acusado de agredir uma técnica de enfermagem durante uma internação em Brasília. O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal na noite de quinta-feira (30).

Senador Magno Malta precisou ser retirado do plenário após passar mal (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Segundo informações, o parlamentar havia sido internado após apresentar um quadro de pressão baixa ao chegar ao Congresso Nacional, onde participaria de uma sessão legislativa.
De acordo com o boletim de ocorrência, a suposta agressão aconteceu no momento em que a equipe médica realizava um exame no senador.
Relato da vítima
Ainda conforme o registro policial, a técnica de enfermagem conduziu o senador até a sala de exames, onde iniciou os procedimentos necessários.
Durante a aplicação do contraste, o equipamento teria identificado uma obstrução, interrompendo o processo. Ao verificar a situação, a profissional constatou que o líquido havia extravasado no braço do paciente.
Na sequência, ao informar que seria necessário realizar uma compressão no local, a técnica afirma que foi agredida.
“Quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”.
O boletim também aponta que o senador teria ofendido a profissional, chamando-a de “imunda” e “incompetente”.
Após o episódio, a técnica deixou a sala e acionou outros membros da equipe médica.
Versão do senador
Em nota, Magno Malta negou as acusações e afirmou que o problema ocorreu por conta de uma falha técnica durante o exame.
Segundo ele, já havia alertado a equipe sobre dores intensas e possíveis irregularidades no procedimento.
“Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento)”.
A defesa do parlamentar classificou a denúncia como “narrativa forjada” e indicou que pode adotar medidas judiciais contra a profissional, incluindo ação por danos morais e representação no Conselho Regional de Enfermagem.
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Apuração e posicionamentos
O hospital onde o caso ocorreu informou que abriu uma apuração administrativa interna e que está prestando suporte à funcionária envolvida.
Já o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) repudiou o episódio e afirmou que acompanha o caso.
“A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei”, destacou o órgão em nota.
Investigação em andamento
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que irá apurar as circunstâncias do ocorrido e ouvir as partes envolvidas para esclarecer os fatos.
