A moradora que denunciou o estupro coletivo de duas crianças em São Miguel Paulista revelou estar sofrendo graves ameaças. Apesar do medo e das tentativas de intimidação, ela reforçou a importância da denúncia e da cobertura midiática. Até agora, três adolescentes foram detidos, enquanto o suspeito adulto permanece foragido na Bahia.
O caso de um estupro coletivo contra duas crianças de 7 e 10 anos no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, ocorrido no dia 21 de abril, ganhou um novo capítulo neste sábado (2).
Isso porque a moradora da região que denunciou o caso chocante à polícia de São Paulo afirma estar recebendo ameaças nas redes sociais.

(Foto: Reprodução)
Ameaças recebidas pela moradora
Em uma postagem na qual mostra uma das mensagens que vem recebendo, a moradora pediu por segurança e, diferente do que muitos estão falando, afirmou que não fez a denúncia por “hype”.
“Um exemplo dos tipos de pessoas que entendem e não entendem os prós e contras de uma denúncia. Não é sobre hype, é sobre o mínimo de segurança para quem denuncia”, afirmou.
Além disso, ela declarou que, após muita insistência dela em falar sobre o ocorrido, a mídia também começou a cobrir o caso de perto.
“Só eu sei as ameaças que recebi de pessoas dizendo que iam me achar, me levar para as ‘ideias’, que era melhor parar de falar sobre o caso. E adivinhem só: não parei e GRAÇAS A DEUS TÁ TODO MUNDO FALANDO. Vocês querendo ou não, vão ter que respeitar minha caminhada, isso é inegociável!!”, completou.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, as vítimas são dois meninos. Pelo menos cinco pessoas são apontadas como suspeitas, sendo um adulto e quatro adolescentes.
Um dos pontos que mais chocam no caso é a informação de que os abusadores teriam gravado a violência e divulgado as imagens na internet. Vídeos e áudios atribuídos ao crime passaram a circular nas redes sociais, aumentando a comoção pública. O Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos, mas optou por não divulgá-los devido ao grau de crueldade contra as vítimas.
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As duas crianças recebem acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra está sob os cuidados do pai, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
Investigação e prisões
Até o momento, a Polícia Civil de São Paulo já deteve três adolescentes acusados de estarem envolvidos no caso. Ao todo, cinco pessoas estão envolvidas no crime: quatro adolescentes e um adulto.
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O suspeito maior de idade é apontado como o responsável por ter fugido para a Bahia após a repercussão do caso e segue sendo procurado pelas autoridades.
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