Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, suspeito de participar de um estupro coletivo em São Miguel Paulista (SP), foi preso na Bahia após uma denúncia de tentativa de furto. Ele confessou o crime e afirmou ter fugido por medo de represálias. O caso envolve outros quatro adolescentes, sendo que três já foram apreendidos.

Suspeito de participar de estupro coletivo chega em SP (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Suspeito de participar de estupro coletivo chega em SP (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O homem de 21 anos que foi preso ainda na noite desta sexta-feira (1º), suspeito de envolvimento no estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, no final do mês de abril, acabou detido de uma maneira inusitada.

Isso porque a polícia chegou até ele para atender a uma ocorrência de tentativa de furto. A prisão foi realizada por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Brejões, cidade que fica no interior da Bahia.

Preso na Bahia (Foto: /Reprodução/GCM de Brejões)

Preso após denúncia de furto

De acordo com o comandante da corporação, Cláudio Sérgio Silva Souza, responsável pela prisão, o suspeito identificado como Alessandro Martins dos Santos foi encontrado em uma residência localizada no distrito de Serrana.

Ainda segundo as autoridades, já circulavam informações de que o investigado teria deixado São Paulo e se refugiado na Bahia após o crime. Durante a abordagem, os agentes perceberam que o homem apresentava características semelhantes às do suspeito procurado.

Durante o depoimento às autoridades, o suspeito reconheceu participação no crime e relatou sobre sua saída da capital paulista. Segundo ele, a decisão de deixar São Paulo ocorreu logo após a repercussão do caso, já que estava temendo por sua própria vida.

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As declarações foram registradas pelas equipes responsáveis pela ocorrência e passam a integrar o conjunto de informações analisadas no inquérito. Após a prisão, o investigado foi encaminhado à Delegacia Territorial de Jequié, onde permanece sob custódia provisória enquanto aguarda os trâmites para ser transferido para São Paulo.

Entenda o caso

O crime aconteceu no dia 21 de abril, mas só foi comunicado às autoridades três dias depois. De acordo com o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, a demora na denúncia ocorreu porque familiares das vítimas teriam sentido medo de expor a situação inicialmente.

As investigações apontaram a participação de cinco suspeitos no caso, sendo quatro adolescentes e um adulto. Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), três dos menores já foram apreendidos, dois na capital paulista e um no município de Jundiaí, na região metropolitana. O outro envolvido ainda não foi localizado e é considerado foragido.

As crianças receberam atendimento médico e foram encaminhadas a uma unidade hospitalar de referência por meio de um programa municipal. Além disso, as famílias passaram a contar com suporte de assistência social.

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Uma das vítimas, de 10 anos, foi acolhida junto a familiares em um equipamento da prefeitura, enquanto a outra, de 7 anos, ficou sob os cuidados do pai, em outro município, também com acompanhamento do Conselho Tutelar.

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