Um policial militar foi preso após protagonizar uma série de episódios de descontrole dentro de uma unidade da corporação em Guaratuba, no litoral do Paraná. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (1º) e foi registrado por câmeras de segurança.

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Um policial militar foi preso após protagonizar uma série de episódios de descontrole dentro de uma unidade da corporação em Guaratuba, no litoral do Paraná. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (1º) e foi registrado por câmeras de segurança.

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Confusão começou antes do serviço

De acordo com o boletim de ocorrência, o cabo Hudson Jacob de Ávila não se apresentou no horário previsto para o serviço. Ele foi localizado posteriormente em um posto de combustíveis próximo à companhia, onde apresentava sinais de embriaguez, como fala arrastada e odor etílico.

Ao ser questionado, segundo o portal Banda B, o policial afirmou ter ingerido bebida alcoólica, mas disse que ainda poderia trabalhar. Diante da situação, foi conduzido até a unidade.

Agressão e comportamento alterado

Já no interior do quartel, o cabo passou a apresentar comportamento agressivo e desorganizado. Segundo o registro, ele afirmou estar sendo perseguido por colegas, fez ameaças e chegou a simular agressões.

Imagens de segurança mostram o momento em que ele agride um colega de farda com um tapa no rosto. Em meio à confusão, o policial também tirou a própria roupa e elevou o tom de voz diante de outros militares. Por segurança, a arma de fogo do cabo foi retirada.

Ameaças e prisão em flagrante

Ainda conforme o boletim, o policial ameaçou um aspirante, afirmando que “iria matá-lo”. Diante da gravidade, ele foi contido e permaneceu sob custódia dentro da unidade até a formalização da prisão.

Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que o militar foi preso em flagrante por crimes previstos no Código Penal Militar e colocado à disposição da Justiça Militar.

“A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informa que, na noite da última sexta-feira (1º), no município de Guaratuba, um policial militar foi preso em flagrante delito pelo cometimento de crimes previstos no Código Penal Militar.

A ocorrência teve início quando o referido militar apresentou-se para o serviço com sinais visíveis de embriaguez, proferindo ameaças e agredindo fisicamente um oficial da unidade. Diante dos fatos, foi formalizada a sua prisão, realizado o recolhimento de seu armamento e o policial foi colocado à disposição da Justiça Militar. Enquanto lhe estava sendo garantido o direito de contatar um advogado, o policial se utilizou de seu aparelho celular para a gravação de um vídeo, o qual circula nas redes sociais.

A PMPR reitera que não compactua com desvios de conduta e reafirma seu compromisso inabalável com os valores éticos e morais, além da disciplina e da hierarquia, pilares fundamentais da instituição. Simultaneamente ao processo criminal, foi instaurado um procedimento administrativo interno para apuração dos fatos, junto à Corregedoria-Geral da corporação”

PM instaura procedimento interno

A corporação destacou que não tolera desvios de conduta e informou que, além do processo criminal, foi aberto um procedimento administrativo pela Corregedoria-Geral para apurar os fatos.

Em um vídeo gravado durante a condução, o cabo afirmou ter mais de duas décadas de serviço na polícia e reconheceu erros na própria conduta.

“Todos somos seres humanos e temos falhas. Eu cometi a minha falha”, declarou. O caso segue sob investigação.

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