O viúvo de dona Mara, mulher encontrada morta após ser atacada por um cachorro da raça pit monster em Bacabal, no Maranhão, falou pela primeira vez sobre o caso que chocou moradores da região.
O viúvo de dona Mara, mulher encontrada morta após ser atacada por um cachorro da raça pit monster em Bacabal, no Maranhão, falou pela primeira vez sobre o caso que chocou moradores da região.

Mulher morre após ser dilacerada pelo próprio pitbull (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O senhor Jacaré descreveu, em uma entrevista ao repórter André Luis, da TV Difusora, o momento em que encontrou a esposa já sem vida dentro do banheiro da residência. A entrevista foi compartilhada na quarta-feira (06), nas redes sociais.
Segundo o relato, ele chegou em casa e percebeu que algo estava errado ao notar a porta aberta e uma panela pegando fogo no fogão.
“Quando eu buzinei na moto, vi a porta aberta. Cheguei na cozinha e o fogo tava na panela. Chamei ela e não vi. Fui no quarto e depois encontrei ela no banheiro”, contou.
De acordo com o viúvo, dona Mara estava caída debaixo do chuveiro e já sem sinais de vida. Ele afirmou ainda que o cachorro avançou em sua direção logo após ele encontrar o corpo.
“Eu corri pra porta porque o cachorro vinha chegando. Fechei a porta duas vezes e me escondi em outro quarto”, relatou.
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Cachorro teria demonstrado agressividade antes
Durante a entrevista, o senhor Jacaré afirmou que já tinha alertado a esposa sobre o comportamento agressivo do animal e dizia ter medo do cachorro.
“Eu falava pra ela se desfazer do cachorro. Dizia que ele ia pegar ela qualquer hora. Uma vez ele quis me pegar também”, disse.
Segundo ele, familiares da vítima também aconselhavam dona Mara a doar o animal, mas ela teria se recusado. Ainda conforme o relato, a mulher dizia gostar muito do cachorro.
Caso gerou suspeitas e repercussão
A morte de dona Mara causou forte repercussão na cidade e chegou a levantar suspeitas entre moradores, com algumas pessoas questionando se o caso poderia se tratar de feminicídio. O viúvo negou qualquer envolvimento e afirmou que confia no trabalho da defesa.
“Tem pessoas me julgando, mas o advogado vai resolver isso aí”, declarou.
A perícia esteve na residência para realizar os levantamentos sobre o caso. As circunstâncias da morte seguem sendo investigadas pelas autoridades.
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