O presidente Lula chegou à Casa Branca nesta quinta-feira (7) para uma reunião com Donald Trump, em Washington. O encontro deve discutir temas como tarifas comerciais, combate ao crime organizado, investigação dos EUA sobre o PIX e exploração de minerais críticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou nesta quinta-feira (7) à Casa Branca, em Washington, para a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro entre os dois líderes estava previsto para começar às 12h15, no horário de Brasília.

Lula chega à Casa Branca para reunião com Trump — Foto: Reprodução/TV Globo
Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump desde o retorno do republicano à presidência dos EUA, em janeiro de 2025. A agenda foi classificada como uma visita de trabalho, formato mais enxuto e focado em negociações estratégicas, sem o protocolo de uma visita de Estado.
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A primeira conversa entre os dois ocorreu em outubro do ano passado, na Malásia, em meio às tensões provocadas pelo aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e sanções aplicadas por Washington contra autoridades brasileiras relacionadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Relação entre Brasil e EUA
Desde então, Lula e Trump mantiveram contatos por telefone e fizeram declarações públicas sobre a relação bilateral. O telefonema mais recente aconteceu na última sexta-feira (1º) e durou cerca de 40 minutos, segundo fontes do governo brasileiro.
Durante a conversa, Lula teria colocado o Brasil à disposição para ampliar o diálogo direto com os Estados Unidos, o que acelerou a confirmação do encontro em Washington.
A viagem aos EUA vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada devido à escalada da guerra no Oriente Médio e ao envolvimento norte-americano no conflito.
Temas prioritários da reunião
A expectativa é que Lula e Trump discutam temas considerados sensíveis para os dois governos, incluindo:
- tarifas comerciais entre Brasil e EUA;
- exploração de minerais críticos e terras raras;
- investigação norte-americana envolvendo o PIX;
- combate ao crime organizado transnacional;
- regulação de big techs;
- conflitos internacionais;
- cenário político brasileiro.
Um dos assuntos centrais deve ser a cooperação na área de segurança pública. O governo norte-americano avalia classificar facções brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. O Palácio do Planalto tenta evitar esse enquadramento e defender uma atuação conjunta focada em inteligência e combate ao tráfico internacional.
Na área econômica, Lula pretende reforçar a defesa do PIX diante das investigações abertas pelos EUA, que analisam possíveis impactos do sistema brasileiro sobre empresas americanas do setor financeiro.
Outro tema estratégico será a exploração de minerais críticos. O Brasil possui uma das maiores reservas do mundo de terras raras, essenciais para a indústria tecnológica, energética e de defesa.

Jornalistas aguardando para entrar no salão oval – Foto: Reprodução/Instagram/@floreesjulia
Comitiva brasileira
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda hoje, após os compromissos oficiais.
A comitiva brasileira é formada por ministros e integrantes da cúpula do governo:
- Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
- Dario Durigan, ministro da Fazenda;
- Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
- Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
- Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública;
- Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
Segundo integrantes do governo, a escolha dos nomes reflete a tentativa do Planalto de ampliar o diálogo com Washington em áreas econômicas, diplomáticas e de segurança.
Agenda na Casa Branca
De acordo com a programação preliminar, Lula será recebido inicialmente no Salão Oval, onde deve haver uma breve declaração à imprensa.
Na sequência, os presidentes terão uma reunião reservada. Depois, ocorre um encontro ampliado entre as delegações brasileira e norte-americana, seguido de um almoço oficial.
Apesar do roteiro já definido, a Casa Branca não descarta alterações de última hora na agenda.
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