Quatro milicianos foram presos e um menor de idade, apontado como envolvido no caso, foi apreendido por envolvimento na execução de um casal na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Milicianos foram presos após morte de casal (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Milicianos foram presos após morte de casal (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Quatro milicianos foram presos nesta quarta-feira (6), na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, suspeitos de envolvimento na execução de um casal que organizada um chá de bebê.

Casal morreu enquanto buscava itens para chá de bebê (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Um adolescente também foi apreendido pelo caso que aconteceu no dia 29 de abril, segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).

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Na data, Ygor Dante Santos Cordeiro e Ariane Anselmo Cortes, grávida de seis meses, foram até um endereço na Comunidade do Terreirão para buscar itens que seriam utilizados no chá de bebê do filho deles.

O casal acabou sendo surpreendido a tiros. Ygor foi atingido por diversos disparos e morreu ainda no local. Ariane foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde próxima, mas não resistiu aos ferimentos.

Execução por engano

O bebê também foi atingido por disparos e faleceu. De acordo com as autoridades, integrantes da milícia armada do Terreirão confundiram o casal com um grupo paramilitar de uma organização criminosa rival, que estaria no mesmo local e naquela data.

Durante as investigações, a Polícia Civil monitorou o veículo utilizado pelos milicianos, e flagraram o carro em uma área do grupo paramilitar.

“Durante a análise do veículo, os policiais constataram que o automóvel era roubado e circulava com sinais identificadores adulterados e placa clonada, evidenciando o nível de organização da quadrilha”, revelou a polícia.

Na abordagem que terminou com cinco detidos, foram apreendidos duas armas de fogo carregadas, aparelhos celulares e munições de diversos calibres.

Organização paramilitar

A investigação aponta que o grupo paramilitar atua nas regiões de Curicica, Terreirão, Colônia e Rio das Pedras.

Os quatro maiores de idade vão responder por constituição de milícia privada, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor.

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