Davi Alcolumbre tenta marcar uma conversa direta com Lula após o desgaste causado pela rejeição de Jorge Messias ao STF. O movimento ocorre em meio à preocupação do senador com o avanço de investigações ligadas ao Banco Master e à fraude do INSS, ambas sob relatoria do ministro André Mendonça.

Após derrota de Jorge Messias no Senado, Alcolumbre busca reconciliação com Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), fez chegar ao Palácio do Planalto o desejo de se reunir pessoalmente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um movimento de reconciliação política após o desgaste provocado pela rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal na semana passada.

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O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre – Foto: José Cruz/Agência Brasil

Nos bastidores, Alcolumbre foi apontado tanto por governistas quanto por opositores como um dos principais articuladores da derrota do aliado de Lula para a Suprema Corte.

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Segundo uma pessoa próxima ao senador, Alcolumbre estaria “querendo se limpar com Lula”, em referência à importância do encontro para restabelecer a relação com o presidente da República. O parlamentar tem dito a aliados que deseja uma conversa reservada, sem intermediários. As informações são da jornalista Basília Rodrigues, do SBT News.

Tentativa de aproximação

Lula retorna ao Brasil nesta sexta-feira (8), após viagem oficial aos Estados Unidos. De acordo com interlocutores, Alcolumbre decidiu permanecer em Brasília neste fim de semana justamente para ficar à disposição da agenda presidencial.

A avaliação entre aliados do presidente do Senado é de que a relação entre os dois sofreu forte desgaste após a articulação em torno da indicação ao STF, criando um ambiente de desconfiança dentro da base governista.

Investigações aumentam pressão

Auxiliares de Alcolumbre também demonstraram preocupação com o avanço de investigações ligadas ao Banco Master e à fraude no INSS. Ambas estão sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, magistrado com quem o presidente do Senado mantém uma relação considerada ruim nos bastidores.

Segundo relatos, existe temor dentro do grupo político de Alcolumbre sobre possíveis citações ao nome do senador por parte de investigados nos dois casos.

A operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (7), que teve como alvo o senador Ciro Nogueira, aumentou ainda mais a tensão entre parlamentares próximos ao presidente do Senado.

Clima de alerta no Senado

A ação de busca e apreensão contra Ciro Nogueira foi interpretada por integrantes do grupo político de Alcolumbre como um possível sinal de que novas fases das investigações podem atingir outros nomes do Congresso Nacional.

Nos bastidores do Senado, a avaliação é de que o momento exige reconstrução de pontes políticas com o Palácio do Planalto diante do cenário de instabilidade e pressão judicial.

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